31 de janeiro de 2015
30 de janeiro de 2015
Católicos e evangélicos assinam documento pró domingo
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Encontro de fiéis em Varsóvia |
A assinatura, prevista para esta terça-feira, 20 de janeiro, da declaração conjunta sobre o caráter especificamente festivo e, portanto, de descanso, do domingo por parte dos representantes da Igreja Católica e outras sete igrejas (Ortodoxas e Evangélicas), que fazem parte do Conselho Ecuménico Polaco, será um dos momentos mais importantes da semana de orações pela unidade dos cristãos na Polaco. O documento é o resultado de longas conversas que se realizaram nos últimos meses. O secretário do Conselho Ecuménico episcopado polaco, monsenhor Slawomir Pawlowski, revela que “a maneira de viver o dia do Senhor já é em si um testemunho de fé”. A declaração poderá ajudar os fiéis a encontrar as motivações para “viver a fé na oração, na comunidade eclesial da Palavra e dos Sacramentos”, explica o sacerdote, lembrando que “também o descanso pode se tornar a expressão de alegria que nasce da fé”.
As Igrejas que assinam a declaração esperam, na Polaco, um novo debate público em defesa do descanso semanal e das diferentes modalidades do tempo livre, na esperança que o documento possa ser visto como apelo à defesa do domingo dirigido aos empresários, aos trabalhadores e às autoridade competentes. (SP)
Nota: “O Filho do homem é Senhor do sábado” (Lucas 6:5). Portanto, qual é o dia do Senhor? Mais claro que isso impossível. Nunca é demais dizer que não existe sequer um versículo que justifique a mudança do sábado para o domingo. Os que guardam o domingo em lugar do sábado fazem isso unicamente com base na tradição e na pretensa autoridade da igreja romana de mudar a lei de Deus (Daniel 7:25). O único dia do Senhor é o sábado do sétimo dia, memorial da criação realizada em seis dias literais de 24 horas (Génesis1), quarto mandamento da santa lei imutável de Deus (Êxodo 20:8-11), dia observado por Jesus (Lucas 4:16) e pelos discípulos, mesmo após a morte e ressurreição dEle (Atos 16:13); dia que será celebrado na eternidade (Isaías 66:23). Por enquanto, a polarização tem sido vista entre criacionistas e evolucionista (teístas ou não). Mas a controvérsia vai se “afunilar”, a ponto de a maioria ecuménica defender o domingo como dia de repouso (os possíveis motivos apresento aqui) e a minoria verdadeiramente criacionista e bíblica defender o sábado (Apocalipse 14:6, 7). O que está acontecendo na Polaco e em outros lugares do mundo é apenas um “ensaio” para algo mais amplo, que será decretado pela maior nação do mundo (estude com atenção Apocalipse 13). Quando isso de fato acontecer, praticamente todo mundo aceitará o decreto com facilidade. Quem viver verá. [MB]
Assista a entrevista com o teólogo Alberto Timm, sobre o sábado bíblico.
Entrevista com o Dr. Alberto Timm sobre o sábado
29 de janeiro de 2015
Papa compara fundamentalistas cristãos com terroristas
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Papa visita Mesquita Azul, na Turquia |
O papa Francisco declarou ainda que não acredita que a Síria possua armas químicas e afirmou que gostaria de viajar para o Iraque, mas reconhece que neste momento criaria um problema de segurança para as autoridades iraquianas.
(O Globo)
Nota 1: Finalmente, o papa associa/compara claramente os fundamentalistas cristãos aos terroristas islâmicos. De acordo com declarações anteriores de Francisco (veja aqui eaqui), fundamentalistas são os que leem os primeiros capítulos de Gênesis como relato histórico e que creem que Deus seja uma espécie de “mágico” (confira), por ter criado a vida neste planeta em seis dias literais de 24 horas. Logo, fundamentalistas cristãos são, de maneira especial, os adventistas criacionistas – muito embora esse povo não seja capaz de matar uma mosca. O objetivo do papa é unir os religiosos (cristãos, islâmicos, ortodoxos e outros) sob a bandeira da teologia liberal simpática, inclusiva e da paz, o que acabará por enviar para o gueto da discriminação todos aqueles que serão vistos como fanáticos, fundamentalistas, extremistas – violentos ou não. O cenário vai se tornando escuro para uma minoria que quer simplesmente se manter fiel à Palavra de Deus, sem reinterpretá-la a seu bel prazer. Estaria essa minoria preparada para os dias que virão? [MB]
Nota 2: Quanto à declaração do papa de que o Alcorão seria um livro de paz, de fato, há textos que orientam os muçulmanos a que, se os adversários se inclinam para a trégua, eles devem buscar o fim das hostilidades: “Se eles se inclinam à paz, inclina-te tu também a ela” (Al-Anfal 8:61). Karen Armstrong, em seu livro Muhammad: uma biografia do profeta, escreveu: “O Alcorão ensina que a guerra é sempre abominável. Os muçulmanos nunca devem iniciar hostilidades, [...] mas, depois de terem tomado uma guerra, os muçulmanos lutam com o compromisso de levar a luta ao fim o mais rápido possível” (p. 209). Mas também há os textos que parecem promover um tipo de “guerra santa”, com um incentivo, no mínimo, pornográfico, com respeito ao “céu” que aguarda os fieis:
“E se deitarão sobre leitos incrustados com pedras preciosas, frente a frente, onde lhes servirão jovens de frescores imortais com taças e jarras cheias de vinho que não lhes provocará dores de cabeça nem intoxicação [nesta vida, os muçulmanos são proibidos de consumir bebidas alcoólicas], e frutas de sua predileção, e carne das aves que desejarem. E deles serão as huris [virgens] de olhos escuros, castas como pérolas bem guardadas, em recompensa por tudo quanto houverem feito. [...] Sabei que criamos as huris para eles, e as fizemos virgens, companheiras amorosas para os justos” (Alcorão, surata 56, versículos 12-40).
Além do Alcorão, existem também as hadiths, coletâneas de histórias sobre tudo o que supostamente disse ou fez o profeta Maomé durante sua vida, que circularam oralmente por mais de um século até serem escritas em sua forma atual. Uma delas diz: “A menor recompensa para aqueles que se encontram no paraíso é um átrio com 80 mil servos e 72 esposas, sobre o qual repousa um domo decorado com pérolas, aquamarinas e rubis, tão largo quanto a distância entre Al-Jabiyyah e Sana’a” (Livro de Sunan, v. IV).
Ainda segundo as hadith, Maomé teria dito: “Existe no paraíso um mercado onde não há compra ou venda, mas homens e mulheres. Quando um homem deseja uma mulher, ele vai até lá e tem relações sexuais com ela” (Al Hadis, v. 4, p. 172, n. 34).
Estaria aí o incentivo para as ações dos jovens terroristas, privados de praticamente todos os prazeres aqui na Terra?
Religião Provoca Violência?
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Culpa da religião ou dos homens? |
Nos últimos dez anos, 101 torcedores morreram em brigas de estádio no Brasil. O número é cinco vezes o de mortos em ataques de terroristas muçulmanos na França e o dobro das vítimas da Inglaterra no mesmo período. Podemos então dizer que desporto mata? Que o futebol provoca violência? Pois é exatamente o que fazemos quando culpamos a religião pelo terrorismo. A crueldade do ataque aos jornalistas do Charlie Hebdo faz muita gente ligar os pontos e afirmar que religião causa violência. Gente graúda pensa assim – como Richard Dawkins, na minha opinião um dos génios vivos da ciência [na opinião de Narloch, fique claro]. Também parece haver bons argumentos para essa ideia. As cruzadas, as carnificinas entre protestantes e católicos nos séculos 16 e 17, os conflitos entre hindus e muçulmanos na Índia: banhos de sangue em nome da fé são frequentes na história.
Mas isso é um mito. Religião não provoca violência, ou melhor: provoca tanta violência quanto qualquer identidade de grupo. O homem mata em nome da fé, mas também em nome de ideologias políticas, da nação, de etnias, da escolha sexual, do estilo de roupas e músicas (como as gangues de Nova York dos anos 80) ou em nome de times de futebol. O problema não é a religião, mas a tendência humana à hostilidade entre grupos [portanto, os que matam em nome da religião, pelo menos os “cristãos”, não estão verdadeiramente seguindo a religião que dizem seguir].
[Depois de um blá-blá-blá evolucionista em busca da origem da violência, Narloch conclui:] Basta uma olhadela na história mundial para perceber que boa parte dela se resume a hordas, gangues, tropas, tribos, times, bandos, exércitos – enfim, coaligazões de homens jovens cooperando entre si – lutando contra outras qualigações de homens jovens. A religião, nessa história, é mais um pretexto para justificar uma antiga tendência humana ao antagonismo entre grupos.
Não nego que algumas crenças incitem os fiéis à violência e sejam mais problemáticas que outras. Mas achar que guerras e atentados diminuiriam se as religiões acabassem é ser otimista demais com o homem. Como mostrou o século 20, não é preciso religião para haver massacres e genocídios.
(Leandro Narloch, Veja)
Nota: Faltou Narloch mencionar que os regimes comunistas ateus levaram à morte muito mais pessoas que a Inquisição, as Cruzadas e todos os atentados terroristas juntos. Seria certo dizer que o ateísmo provoca violência? [MB]
Je suis chrétien (eu sou cristão)
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Intolerâncias, desrespeito e morte |
Eu sou cristão e não concordo com qualquer tipo de violência, desde a que derrama sangue até aquela que ofende a consciência. Não concordo com os radicais islâmicos porque querem impor sua fé doentia e exclusivista ao restante da humanidade e porque não toleram os que pensam diferente e os que ousam abandonar sua religião. Sou cristão e não posso concordar, também, com pessoas que achincalham a crença dos outros e que se valem da imprensa e de outros meios, não para comentar ou até mesmo criticar civilizadamente ideias, mas para desrespeitar as convicções alheias, e fazem isso com a justificativa de se tratar de “liberdade de expressão”. Sou cristão e me solidarizo com as famílias que sofrem a perda daquelas dez pessoas que trabalhavam no Charlie Hebdo (além dos dois policiais mortos), mas também choro porque centenas de milhares de cristãos são assassinados todos os anos e a “grande imprensa” parece ignorar o triste fato (confira aqui e aqui). A ONU não se manifesta, não são feitos protestos em praça pública, nem vigílias, nem nada. Sou cristão e me entristeço ao ver um mundo que prega a tolerância e a paz, mas que vive cada vez mais polarizado entre intolerantes e intolerantes que parecem amar da discórdia.
Sou cristão, não sou Charlie nem terrorista. Desejo a paz e a boa convivência com todos. Desejo a liberdade de me expressar, porém, sem ofender quem quer que seja. Desejo que haja respeito e aceitação do diferente, porque, na verdade, na essência, não somos diferentes. Somos todos filhos do mesmo Criador e descendentes dos mesmos pais – apenas nos esquecemos disso, ou nos fizeram esquecer. A xenofobia se insere nesse contexto de esquecimento das nossas origens. A teimosia provocatica da Charlie Hebdotambém. Mesmo com tudo o que aconteceu, eles afirmam que continuarão desrespeitando os muçulmanos. O advogado da publicação disse que o espírito do “eu sou Charlie” significa também “o direito à blasfêmia”. Por isso eu não sou Charlie. Sou cristão. Publicar charges de Maomé é como chutar uma estátua católica ou queimar a bandeira de um país. É ofensivo. Desperta mais ódio. Gera mais violência.
Sou cristão e leio com certa desconfiança as palavras de um papa que, num momento como esse, diz que é preciso condenar as formas “desviantes de religião”. Já o vi condenando o “fundamentalismo” que, segundo ele, se trata de, entre outras coisas, crer na literalidade da Bíblia, especialmente em seus primeiros capítulos (confira aqui e aqui). Já o vi dizendo que não se deve obedecer à lei de Deus ao pé da letra (confira) e que os criacionistas acreditam num Deus “mágico”, porque sustentam que Ele criou a vida neste planeta em seis dias literais, como descreve o Gênesis (confira). Já assisti a um programa de TV britânico em que um padre chama um pastor adventista de fundamentalista pelo simples fato de crer que Jesus voltará nas nuvens do céu, verdade afirmada mais de 2.500 vezes nas Escrituras (confira). Então, ser criacionista é ter uma fé “desviante”?
Sou cristão e decidi seguir Jesus e pautar minha vida pelo exemplo e pelos ensinamentos dEle. Jesus Se referiu a Adão e Eva como personagens reais, históricos. Comparou os dias anteriores ao dilúvio aos dias que precederiam Sua segunda vinda, considerando históricos ambos os eventos. Para os padrões religiosos de hoje, o próprio Jesus teria uma fé “desviante”. Mas eu sou cristão e fico do lado de Cristo. Até o fim. Mesmo que tenha que depor a vida por isso - ou ser injustamente chamado de fundamentalista. Mas jamais farei mal a uma mosca nem desrespeitarei a religião dos outros. Isso porque sou cristão. Je suis chrétien.
Michelson Borges
Em tempo: Em 2011, a França proibiu os muçulmanos de orar em público (confira). Isso afetou cerca de cinco milhões de pessoas. O que mais será proibido no futuro?
17 de janeiro de 2015
Papa: "Não se pode provocar nem insultar a fé das outras pessoas"
A detenção de Dieudonné e os limites da liberdade de
expressão
Rushdie: não podemos
limitar a liberdade do Charlie
Jornal judeu
ultra-ortodoxo apaga mulheres da manifestação de Paris
Depois de ter condenado os ataques terroristas da semana
passada em França, referindo-se aos seus responsáveis como
"fundamentalistas religiosos", o Papa Francisco quis deixar claro,
nesta quinta-feira, que no seu entender há limites para a liberdade de
expressão e que "ninguém pode insultar a fé das outras pessoas".
A bordo do avião que o levou do Sri Lanka até às Filipinas,
para uma visita de cinco dias, Francisco disse que "todas as religiões que
respeitam a vida e a pessoa humana têm dignidade", quando questionado por
um jornalista francês sobre a liberdade religiosa e os limites da liberdade de
expressão.
Na pergunta de Sebastien Maillard, do jornal La Croix, não
estava nenhuma referência directa aos ataques terroristas contra o jornal
Charlie Hebdo e uma mercearia kosher em Paris, mas o Papa fez questão de
sublinhar que era sobre isso que ia falar: "Falemos com clareza. Vamos
falar sobre o atentado em Paris."
"A liberdade religiosa e a liberdade de expressão são
ambos direitos fundamentais", começou por dizer o Papa, antes de proferir
uma outra declaração definitiva: "Não se pode matar em nome de Deus. Matar
em nome de Deus é uma aberração."
Apesar de tudo, defendeu o Papa Francisco, há limites para a
liberdade de expressão: "Temos a obrigação de dizer a verdade abertamente, mas sem
ofendermos."(1)
Para o líder da Igreja Católica, ninguém pode estranhar que
se responda com violência quando se "ridiculariza as religiões dos
outros", um argumento que ilustrou com a ajuda de Alberto Gasbarri,
responsável pela organização das visitas papais.
"É verdade que não devemos reagir com violência, mas se
o dr. Gasbarri, que é um grande amigo, ofender a minha mãe, deve estar
preparado para levar um soco. É normal. Não se pode provocar, não se pode
insultar a fé dos outros. Não se pode ridicularizar a religião dos
outros", afirmou o Papa Francisco.
"Há muita gente a difamar as religiões, a ridicularizar
as religiões dos outros, e isso provoca as
12 de janeiro de 2015
EU SOU CHARLIE – QUEM É CHARLIE?
Mais de um milhão de pessoas unidas em Paris Capital
francesa foi palco de uma gigantesca manifestação de solidariedade para com as
vítimas dos atentados. (Em atualização permanente desde dia 7) O ataque à
redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, provocou na manhã de
quarta-feira, dia 7 de janeiro, 12 vítimas mortais. Os dois irmãos que atacaram
a publicação foram mortos sexta-feira, dia 9. Ainda na quinta-feira, foi
assassinada uma mulher-polícia, sendo que o agressor foi abatido na sexta-feira
num supermercado na capital francesa - quatro civis também perderam a vida. Uma
mulher considerada suspeita terá já abandonado território francês. As
autoridades afirmaram que os dois atentados terroristas estarão ligados -
morreram 17 pessoas, além dos três agressores. 20h44: A próxima edição do
Charlie Hebdo, que chega às bancas na quarta-feira, terá três milhões de
exemplares, em vez do milhão inicialmente previsto, indicou a distribuidora do
jornal. O aumento da tiragem deve-se ao facto de a distribuidora estar a
receber grandes encomendas, não só de França mas também do estrangeiro. Centenas
de sites de instituições francesas foram pirateados por hackers que dizem ser
islamitas, através da colocação de mensagens de carácter religioso e ideológico.
Slogans como 'Morte à França' e 'Morte ao Charlie' aparecem nas páginas
controladas pelos hackers. A Casa Branca admitiu esta segunda-feira que devia
ter enviado um alto responsável de primeiro plano à O papa Francisco condenou esta
segunda-feira "as formas desviantes de religião", na origem do
"trágico massacre" de Paris, em que 17 pessoas foram mortas por
'jihadistas' em três ataques diferentes, na semana passada.
"marcha
republicana" realizada no domingo em Paris que reuniu mais de um milhão de
pessoas, incluindo cerca de 50 líderes mundiais. "Deveríamos ter enviado
alguém ao mais alto nível", admitiu Josh Earnest, porta-voz da
administração norte-americana, em resposta às duras críticas feitas pela
imprensa norte-americana sobre a ausência do Presidente Barack Obama ou de
outro responsável do executivo, como o vice-presidente Joe Biden ou o
secretário de Estado John Kerry, neste evento sem precedentes. Os países
europeus estão a ponderar o reforço de medidas antiterroristas na sequência dos
ataques islamitas em Paris na semana passada, mas preocupações com as
liberdades civis e a partilha de informações podem limitar as medidas. Durante
um encontro informal no domingo em Paris, na sequência da onda de choque
motivada pelos sangrentos atentados na capital francesa, os ministros do
Interior de diversos países europeus, Estados
11 de janeiro de 2015
TODOS PERDEMOS
Do seu posto de liderança do Alto-Comissariado das Nações
Unidas para os Refugiados, António Guterres tem uma visão global e real da
desordem que impera no mundo. O ACNUR tem hoje a seu cargo o maior número de
refugiados e deslocados desde a II Guerra Mundial.
António Guterres vive o lado mais trágico dos conflitos: o
seu lado humano. Tem hoje a seu cargo o maior número de refugiados e deslocados
desde a II Guerra. E, por isso mesmo, o Alto-Comissário das Nações Unidas para
os Refugiados tem uma visão global e real da desordem que hoje impera no mundo.
Há um dado que nos choca particularmente: o número de
refugiados e deslocados em 2014 é o maior desde o fim da II Guerra.
É verdade. No final de 2013 tínhamos mais de 51 milhões de
pessoas internamente deslocadas ou refugiadas por causa de conflitos, o que
aconteceu pela primeira vez desde a II Guerra Mundial. Só que 2014 não vai ser
melhor. Vou dar-lhe apenas uma breve descrição de alguns dos acontecimentos que
tivemos de enfrentar no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
(ACNUR). Logo no princípio do ano houve o agravamento dramático da situação na
República Centro-africana e no Sudão do Sul. Na RCA a explosão de violência
resultou até hoje em meio milhão de pessoas internamente deslocadas e mais de
200 mil novos refugiados nos quatro países à volta. E isto, não contando com os
mais de 200 mil que já lá estavam de crises anteriores. No Sudão do Sul, a
erupção de violência começou a 15 de Dezembro e já levou a 1,4 milhões de
pessoas internamente deslocadas e a cerca de meio milhão de novos refugiados na
Etiópia, Quénia, Uganda e Sudão.
António Guterres é desde 2005 é alto-comissário das Nações
Unidas para os Refugiados MIGUEL MANSO
Esses são aqueles a quem muitas vezes quase não prestamos
atenção.
Essas são as crises de alguma forma negligenciadas pela
comunidade internacional, uma vez que as atenções estão essencialmente
concentradas no Médio Oriente e, em particular, a crise sírio-iraquiana.
Que aumentou muito o número de refugiados a que tem de
responder.
Entre Síria e Iraque temos cerca de 13 milhões de pessoas
deslocadas internamente ou refugiadas nos países vizinhos. Logo em Janeiro,
tivemos a violência em Anbar (Iraque, na fronteira com a Síria), que originou
cerca de 600 mil pessoas deslocadas no interior do Iraque. Depois, em
Fevereiro, houve a evacuação de Homs e a complexidade da situação da Síria.
Logo em Abril o número de refugiados sírios no Líbano atinge um
10 de janeiro de 2015
Segurança Num Mundo Instável

É Possível Ter Tal Segurança?
Heather, uma estudante recém-formada, disse o seguinte: “Ter um relacionamento verdadeiro com Deus é uma realidade diária, incrível, linda. Existe uma ‘amizade celestial’ que eu não trocaria por nada no mundo. Sou tão profundamente conhecida e amada que sempre anseio pela comunicação adequada com Ele”.
Steve Sawyer, um estudante hemofílico, procurou por estabilidade quando descobriu que tinha sido infectado pelo HIV numa transfusão de sangue. No início, Steve ficou desesperado. Primeiro, culpou a Deus; depois, alcançou a Deus. O resultado: nos últimos anos de sua vida, Steve tem visitado inúmeros campi universitários (suportando grande dor) somente para contar aos estudantes como eles poderiam conhecer a Deus e experimentar a paz que ele experimentou o conhecendo. Deus disse: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo.” (João 14:27, 16:33)
Assim como Steve, outros estudantes aprenderam que não importa o que aconteça na vida, não é o “fim do mundo” — porque este mundo não é o fim.
O Deus Das Trincheiras
Muitas pessoas admitem que esperam até as coisas ficarem realmente difíceis para se voltarem para Deus. Um capelão militar da Segunda Guerra Mundial explicou que “não existem ateístas nas trincheiras.” Quando a vida é um mar-de-rosas, as pessoas sentem que não precisam de Deus. Mas isso geralmente muda quando as coisas se complicam, quando percebemos que estamos nas trincheiras.
Caryn, uma estudante na Virgínia (EUA), explicou como se encontrou com Deus: “Eu achava que era cristã porque ia a igreja todo domingo, mas eu não tinha idéia de como Deus era. Meu último ano no segundo grau se parecia muito com meus outros três anos. Passei a maior parte do meu tempo bêbada, drogada, ou tentando encontrar uma maneira de ser amada por alguém. Eu estava morrendo por dentro e não tinha controle sobre a minha vida. Só percebi o quanto desejava que minha vida acabasse quando fui para a universidade. Tinha que encontrar alguma esperança… Foi quando pedi a Deus que entrasse na minha vida. Ele tem me dado amor, segurança, perdão, apoio, conforto, aceitação e um propósito para viver. Ele é a minha força, e eu não estaria aqui hoje se não fosse por Ele.”
Quem sabe o que acontecerá no novo milênio? Muitos estudantes podem estar sentindo que estão numa trincheira. A vida pode ser uma batalha. A nossa segurança pode ser grandemente abalada. Nesses momentos quando as coisas ficam difíceis, geralmente buscamos a Deus. E se buscamos, as coisas vão melhorar, porque Deus, o imutável estará sempre disposto a se estabelecer aliança conosco, a se envolver em nossas vidas. Ele diz “Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum. Voltem-se para mim e sejam salvos…pois eu sou Deus, e não há nenhum outro.” (Isaías 43:11, Isaías 45:22)
Sim, é realmente possível pensar em Deus como uma “bengala”, um apoio. Na verdade, o mais provável é que Ele seja a única, verdadeira e legítima “bengala”.
As Trincheiras Invisíveis
Algumas pessoas, entretanto, se voltam para Deus quando as coisas parecem ir bem. John, um estudante no Texas, explicou que: “No meu último ano de faculdade, eu tinha conquistado todas as coisas que as pessoas dizem ser prazerosas e satisfatórias: ter posição de liderança em organizações no campus; festas; tirar boas notas; namorar garotas que realmente me atraíam. Tudo o que eu queria fazer e conquistar enquanto estava na faculdade passou — e eu ainda me sentia insatisfeito. Alguma coisa ainda faltava e não tinha mais pra onde ir. É claro que ninguém sabia que eu me sentia insatisfeito, pois eu não demonstrava no meu exterior.”
Até mesmo quando as coisas parecem ir bem, a vida ainda pode apresentar uma trincheira–um buraco interno que é invisível aos olhos humanos mas que é detectado pelo coração. Becky, uma estudante em Illinois (EUA), descreveu esse fenômeno da seguinte maneira: “Quantas vezes você pensou que se tivesse aquela peça de roupa, ou aquele namorado, ou visitado algum lugar, sua vida seria feliz e completa? E quantas vezes você comprou aquela camisa, ou namorou aquele cara ou visitou aquele lugar e saiu se sentindo ainda mais vazia do que antes?”
Não precisamos de fracassos ou tragédias para sentir as trincheiras. Na maioria das vezes, a falta de segurança resulta simplesmente de uma ausência de Deus nas nossas vidas. Becky fala sobre ter conhecido a Deus: “Desde então tenho passado por muitas lutas e mudanças na minha vida, mas tudo o que faço adquire uma perspectiva nova, pois sei que tenho um Deus eterno e que me ama ao meu lado. Eu creio que não há nada que Deus e eu não possamos suportar juntos–e sobre aquilo que buscava tão fortemente para me sentir completa, finalmente encontrei NEle.”
Com Deus envolvido nas nossas vidas, podemos descansar facilmente. Assim que começamos a conhecer Deus e a ouvir o que Ele diz na Bíblia, Ele nos traz segurança; podemos colocar a nossa esperança NEle como algo constante. Deus está esperando para nos dar provas de Si se nos voltarmos para Ele e O buscarmos.
Verdadeira Segurança – Construindo Sobre A Rocha
Você está construindo alguma coisa na sua vida? Acredite ou não, cada um de nós está construindo algo sobre algum tipo de alicerce. Nós temos sempre algum tipo de fundação, algo em que estamos colocando a nossa esperança e fé. Talvez esse alicerce seja nós mesmos: “Eu sei que posso fazer da minha vida um sucesso se eu der duro o bastante…”; um estilo de vida: “Se eu puder ganhar bastante dinheiro, a vida será maravilhosa”; um período de tempo: “O novo milênio é bom para mudanças.”
Mas Deus tem um ponto de vista diferente. Ele diz que colocar a nossa esperança e fé em nós mesmos, em outras pessoas, ou em qualquer outra coisa que o mundo oferece é alicerçar uma construção num terreno instável. Ele quer, pelo contrário, que confiemos NEle, pois diz: “Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu,
9 de janeiro de 2015
"Matamos Charlie Hebdo", disse atirador, em francês, após massacre em Paris
O site do diário francês "Le Figaro" publicou trecho de um dos vídeos do ataque ao jornal satírico "Charlie Hebdo" em que se ouve claramente um dos terroristas dizendo "Vingamos o profeta Maomé, matamos Charlie Hebdo".
A frase em francês captada pelo "Figaro" é "On a vengé le prophète Mohammed, on a tué Charlie Hebdo".
Ela deixa claro que a motivação do massacre (se ainda havia dúvida) foi vingar Maomé. O jornal satírico costumava publicar charges polêmicas sobre o islamismo e seus símbolos, e já havia sido alvo de ataques (menos letais) anteriormente.
No trecho publicado pelo "Figaro" não se ouvem palavras em outro idioma que não o francês, e não fica claro a quem o terrorista se dirige (aparentemente, ele fala ao companheiro mascarado ou a um terceiro terrorista, que não aparece nas imagens). Outros registros em vídeo captaram expressões em árabe, como "Deus é grande".
A desenhista Corinne Rey, colega dos jornalistas mortos, afirmou ao jornal "L'Humanité" que foi abordada pelos terroristas na entrada do prédio do "Charlie Hebdo". Ela teria sido poupada do massacre "por ser mulher". Corinne disse que os dois homens mascarados "falavam francês perfeitamente".
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