31 de outubro de 2010

GUERRA E FOME: ATÉ QUANDO?

Por mais que a lógica do lucro e do poder explique praticamente todas as aberrações sociais cometidas pelos seres humanos, ela continua sem lógica de um entendimento objectivo. Um relatório divulgado há pouco tempo pela ONU (Organização das Nações Unidas) ressaltou que o número de vítimas da desnutrição grave e permanente aumentou em 12 milhões em apenas um ano, passando de 842 milhões em 2005 para 854 milhões de pessoas em 2006, a este ritmo continuou até 2009. Isso representa cerca em média 2 em cada seis habitantes do planeta.
Ainda segundo fontes da ONU, em 2006 a fome matou uma criança menor de dez anos a cada cinco segundos no mundo; e a cada quatro minutos uma pessoa perdeu a vista por falta de vitamina A. O paradoxo disto está na evidência que a Terra, de acordo com cálculos de especialistas da mesma organização, tem potencial para alimentar com 2.700 calorias diárias 12 biliões de pessoas, quase o dobro da população mundial.
Enquanto a ONU divulgava um relatório com números tão chocantes, o Instituto de Pesquisa de Paz Internacional de Estocolmo (Sipri) mencionava no seu relatório anual que o mundo gastou por ano 1,2 trilião de dólares em guerras. Ou seja, masis de 3,5% nos gastos militares do planeta, em comparação com o ano anterior.
Segundo esse relatório, somente os Estados Unidos foram responsáveis por quase a metade de todo o dinheiro dedicado por governos a armas em (falamos exclusivamente do ano 2006), gastando 529 biliões de dólares (cerca de 1,2 trilião de reais) – um crescimento de 4,75% (acima da média mundial). Por outro lado, o Programa Mundial de Alimentação do Departamento do Estado Norte Americano – a maior agência assistencial do mundo – possui um orçamento anual de 3 biliões de dólares. Dinheiro que, em tese, é usado para combater a fome em várias partes do mundo.
Antes que o texto vire um emaranhado de números e cifras, justifico a citação dos dados anteriores como uma prova cabal da insensatez dos líderes do planeta. Não é preciso ser economista para afirmar que 1,2 trilião de dólares por ano não somente daria para acabar com a fome das 854 milhões de pessoas que dela são vítimas, como acabaria com todos os demais itens que compõem o estado de miséria em que vivem outros tantos milhões.
Pessoas há, que tentam justificar a indústria da guerra como uma impulsionadora de milhões de empregos diretos e indiretos em todos os Continentes. Ainda assim, este argumento deixa de ter qualquer lógica (CLICAR) plausível para quem pense no destino da raça humana. É óbvio que quaisquer indústrias voltadas para a construção das reais melhorias de vida das sociedades e do meio ambiente serão muito mais bem sucedidas e aceites pela maioria.
As guerras alimentam poucas bocas, ávidas por devorar tudo o que encontram pela frente. A fome, ao contrário, mata um “exército” de inocentes, incapazes de levantar um só dedo contra tamanho genocídio. Por mais conhecimento e tecnologias que a humanidade ostente como prova de sua civilização, o estado primitivo de seu espírito coletivo delata o real estágio evolutivo em que se encontra.

26 de outubro de 2010

VIVA A CRISE!!!

A Suíça tremula. Zurique alarma-se. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça - viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para defraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente.

Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!

O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir!

A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios. Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.

Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.

Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 biliões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três triliões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os activos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.

Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.

Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.

O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um carácter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...

Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Mafia Russa?

Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suíça?

Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?

Porquê após a morte de Mobutu, os seus filhos nunca conseguiram entrar na Suíça?

Tudo lá ficou para sempre e em segredo...

A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.

Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.

"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel. No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adoptadas contra os paraísos fiscais.

Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade económica mundial, todas as tentativas eram abortadas.

Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país. Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.
Sob que pretexto? Fraude fiscal. Para muito breve, a queda do império financeiro suiço!

Artigo de Gilles Lapouge - Paris.

24 de outubro de 2010

O QUE É QUE EXISTE DE ERRADO NA MISSA NOVA?

O TEMA QUE APRESENTAMOS PODE SER CONFERIDO:
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PERGUNTA

Prezado,

Gostaria de que me explicasse uma coisa:

Se a missa nova não é válida, como dizem os tradicionalistas, como é que o papa, sendo representante de Deus aqui na terra, aceita e aprova tal missa?

O que é que existe de errado na missa nova?

Abraços e obrigado pelas respostas!

RESPOSTA

Muito prezado Alexandre,

Surpreende-me que uma pessoa da diocese de Campos, da qual Dom Mayer foi Bispo, não saber disso. Campos foi, outrora, a baluarte da ortodoxia contra os erros do Concílio Vaticano II, e foi fortaleza da Missa de sempre contra a Missa nova. Um campista me fazer essas perguntas revela como caiu a instrução religiosa por aí, pois a resposta deveria ser bem sabida.
A Missa nova é válida, quando o sacerdote pronuncia corretamente as palavras da Consagração, sobre pão de trigo e vinho de uva, tendo a intenção de fazer o que faz a Igreja quando celebra a Missa.
Outro problema é a Missa show, que é ilícita.
Outro problema ainda é o fato de a Missa nova ser protestantizante.
Então, dizer apenas que a Missa nova é válida é esconder problemas e levar os fiéis a engano.
Como me pergunta você sobre os erros da Missa Nova, se aí, em Campos, deveria haver defesa clara da Missa antiga por parte dos antigos padres de Dom Mayer? Ou eles não explicam mais os erros da Missa nova? Outrora, Padre Rifan escreveu 62 razões pelas quais não se podia assistir a Missa Nova. Mas como temo que hoje seja difícil encontrar essas 62 razões em Campos, mando-as para você:

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62 razões para não assistir à missa nova
Por que a Missa Tradicional Latina?
Por que NÃO a Nova Missa?

Sessenta e duas razões porque, em consciência, não podemos assistir à Nova Missa (também conhecida por Missa do Papa Paulo VI, Novus Ordo, Nova Liturgia) seja no vernáculo ou em latim, (com o sacerdote) de frente ao povo ou o Tabernáculo. Assim, pelas mesmas razões, aderimos fielmente à Missa Tradicional (também conhecida por Missa Tridentina, Missa Latina Antiga, Missal Romano, Missal do Papa São Pio V, Missa de Sempre).

1. Porque a Nova Missa não é uma profissão inequívoca de Fé católica (como a Missa Tradicional), é ambígua e protestante. Portanto, dado que rezamos de acordo com o que cremos, é natural que não possamos rezar com a Missa Nova na maneira protestante e ainda crer como Católicos!
2. Porque as mudanças não foram apenas pequenas mas de fato envolvem "uma renovação fundamental... uma mudança total... uma nova criação". (Dom A. Bugnini, co-autor da Missa Nova).
3. Porque a Missa Nova nos leva a pensar que "as verdades podem ser alteradas ou ignoradas sem infidelidade para com aquele sagrado depósito da doutrina ao qual a Fé católica se encontra eternamente ligada". (+)
4. Porque a Missa Nova representa "um afastamento acentuado da teologia católica da Missa tal como foi formulada na Sessão XXII do Concílio de Trento", o qual, ao estabelecer os "cânones", forneceu uma "barreira insuperável contra qualquer heresia que atacasse a integridade do Mistério". (+)
5. Porque a diferença entre as duas Missas não reside simplesmente numa questão de mero pormenor ou apenas numa modificação de cerimônia, mas "tudo que é de valor perene recebe apenas um lugar de menor importância (na Missa Nova), mesmo que subsista". (+)
6. Porque "Reformas recentes têm mostrado plenamente que novas mudanças na liturgia não podem levar a nada, exceto a um completo desnorteamento dos fiéis, que já evidenciam sinais de ânsia e afrouxamento de fé". (+)
7. Porque em tempos de confusão tais como os que agora vivemos, somos guiados pelas palavras de Nosso Senhor: "Pelos seus frutos os conhecereis". Os frutos na Missa Nova são: queda de 30% na assistência à Missa de domingo nos Estados Unidos (NY Times 24/5/75), declínio de 43% na França (Cardeal Marty), declínio de 50% na Holanda (NY Times, 5/1/76).
8. Porque "entre os melhores elementos do clero o resultado prático (da Missa Nova) é uma agonia de consciência...". (+)
9. Porque em menos de sete anos após a introdução da Missa Nova, o número de sacerdotes no mundo diminuiu de 413.438 a 243.307 - em quase 50% (Estatística da Santa Sé).
10. Porque "as razões pastorais que são aduzidas em apoio de tão grave ruptura com a tradição... não nos parecem adequadas". (+)
11. Porque a Missa Nova não manifesta Fé na Real Presença de Nosso Senhor - a Missa tradicional manifesta-a inequivocamente.
12. Porque a Missa Nova confunde a Real Presença de Cristo na Eucaristia com a Sua Presença Mística entre nós (aproximando-se à doutrina protestante).
13. Porque a Missa Nova torna indistinta o que deveria ser uma diferença bem definida entre o sacerdócio HIERÁRQUICO e o sacerdócio comum do povo (tal como o faz o protestantismo).
14. Porque a Missa Nova favorece a teoria herética que é a Fé do povo e não as palavras do sacerdote que torna presente Cristo na Eucaristia.
15. Porque a inserção da "Prece dos Fiéis" luterana na Missa Nova acompanha e expõe o erro protestante de todas as pessoas serem sacerdotes.
16. Porque a Missa Nova elimina o Confiteor do sacerdote, tornando-o coletivo com o povo, deste modo promovendo a recusa de Lutero em aceitar o preceito católico - que o sacerdote é juiz, testemunha e intercessor com Deus.
17. Porque a Missa Nova dá-nos a entender que o povo concelebra com o sacerdote - o que vai contra a teologia católica.
18. Porque seis ministros protestantes colaboraram na confecção da Missa Nova.
19. Porque, da mesma maneira que Lutero eliminou o Ofertório - visto que muito claramente exprime o caráter sacrifical e propiciatório da Missa - igualmente a Missa Nova cancelou-o, reduzindo-o a uma mera Preparação das Ofertas.
20. Porque uma parte importante da teologia católica foi afastada a fim de permitir aos Protestantes, embora mantendo a sua antipatia pela verdadeira Igreja Católico-Romana, utilizar o texto da Missa Nova sem dificuldade. O ministro protestante Thurian disse que um fruto da Missa Nova "será talvez que as comunidades não católicas poderão celebrar a Ceia do Senhor enquanto empregam as mesmas preces que as da Igreja Católica." (La Croix 30/4/69).
21. Porque a maneira narrativa da Consagração na Missa Nova infere que é apenas in memoriam, e não um verdadeiro sacrifício (tese protestante).
22. Porque, através de omissões graves, a Missa Nova leva-nos a crer que é somente uma refeição (doutrina protestante) e não um sacrifício pela remissão dos pecados (doutrina católica).
23. Porque tais mudanças como: mesa em vez de altar, (o sacerdote) enfrentando o povo em vez do Tabernáculo, Comunhão na mão, etc., dão ênfase a doutrinas protestantes (p.e. a Missa é apenas uma refeição, o sacerdote somente um presidente da assembléia, etc.).
24. Porque os próprios Protestantes têm dito que "As novas preces católicas de Eucaristia abandonaram a falsa perspectiva de um sacrifício oferecido a Deus." (La Croix 10/12/69).
25. Porque enfrentamos um dilema: ou ficamos protestantizados por assistirmos à Missa Nova, ou preservamos a nossa Fé católica, aderindo fielmente à Missa Tradicional de todos os Tempos.
26. Porque a Missa Nova foi idealizada de acordo com a definição protestante da Missa: "A Ceia do Senhor ou Missa é uma sagrada sinaxe ou assembléia do povo de Deus que se reúne sob a presidência do sacerdote a fim de celebrar o memorial do Senhor." (Par. 7 Introd. ao novo Missal, definido a Missa Nova, 6/4/69).
27. Porque, por meio de ambigüidades, a Missa Nova pretende agradar aos Católicos enquanto agrada aos Protestantes: é portanto um instrumento de "duas línguas" e ofensivo a Deus, porque Ele detesta qualquer espécie de hipocrisia. "Malditos sejam... os de dupla língua, porque destroem a paz de muitos." (Sirach 28;13).
28. Porque belos e familiares hinos Católicos que durante séculos inspiraram as pessoas foram tirados para fora, sendo substituídos por novos hinos com um sentimento fortemente protestante, assim reforçando ainda mais a impressão clara que não se assiste a uma função católica.
29. Porque a Missa Nova contém ambigüidades que sutilmente favorecem a heresia, sendo isto mais perigoso do que se fosse abertamente herética, dado que uma meia-heresia assemelha-se a uma meia verdade!
30. Porque Cristo tem apenas uma Esposa, a Igreja Católica e o seu serviço de adoração não pode ao mesmo tempo servir também religiões que são inimigos dela.
31. Porque a Missa Nova acompanha a forma da Missa herética anglicana de Cranmer, e os métodos empregados para a sua promoção seguem precisamente os métodos dos heréticos ingleses.
32. Porque a Santa Madre Igreja canonizou numerosos mártires ingleses que foram mortos porque recusaram participar numa Missa como é a Missa Nova!
33. Porque Protestantes que se converteram à Fé católica ficam escandalizados quando vêem que a Missa Nova é igual àquela em que participaram enquanto Protestantes. Um deles, Julien Green, pergunta "Por que convertermo-nos?".
34. Porque a estatística demonstra que houve um grande declínio nas conversões ao catolicismo após a introdução da Missa Nova. As conversões, que tinham atingido 100.000 por ano nos Estados Unidos, diminuíram até menos de 10.000!
35. Porque a Missa Tradicional forjou muitos santos. "Inúmeros santos foram alimentados por ela com a devida piedade para com Deus..." (Papa Paulo VI, Const. Apost. Missale Romanum).
36. Porque a natureza da Missa nova é tal que facilita profanações da Sagrada Eucaristia, ocorrendo estas com uma freqüência que com a Missa Tradicional era inconcebível.
37. Porque a Missa Nova, não obstante as aparências, veicula uma nova Fé, e não a Fé católica. Veicula o modernismo e acompanha exatamente as táticas do modernismo, utilizando uma terminologia vaga a fim de insinuar e fazer progredir o erro.
38. Porque, introduzindo variações opcionais, a Missa Nova mina a unidade da liturgia, sendo cada sacerdote suscetível de se desviar de acordo com os seus caprichos, sob o disfarce de criatividade.
39. Porque muitos bons teólogos, canonistas e sacerdotes católicos não aceitam a Missa Nova, afirmando que não são capazes de celebrá-la em boa consciência.
40. Porque a Missa Nova eliminou tais coisas como: genuflexões (ficam apenas três), purificação dos dedos do sacerdote no cálice, nenhum contato profano dos dedos do sacerdote após a Consagração, pedra do altar e relíquias sagradas, três toalhas de altar (reduzidos a somente uma), tudo "servindo apenas para salientar quão ultrajantemente a fé no dogma da Real Presença é implicitamente repudiada." (+)
41. Porque a Missa Tradicional, enriquecida e madurecida por séculos de Sagrada Tradição, foi codificada (e não inventada) por um Papa que era um Santo, Pio V; enquanto a Missa Nova foi artificialmente fabricada.
42. Porque os erros da Missa Nova, acentuados na versão vernacular, estão mesmo presentes no texto latino da Missa Nova.
43. Porque a Missa Nova, com a sua ambigüidade e permissividade, expõe-nos à ira de Deus porque facilita o risco de celebrações inválidas. "Consagrarão validamente os sacerdotes num futuro próximo que não receberam a formação tradicional, e que fiam no Novus Ordo com a intenção de "fazer o que faz a Igreja"? São-nos lícitas certas dúvidas.
44. Porque a abolição da Missa Tradicional lembra-nos da profecia de Daniel 8,12: "E foi-lhe dado poder contra o sacrifício perpétuo por causa dos pecados do povo" e a observação de Santo Afonso de Ligório que sendo a Missa a melhor e mais bela coisa que existe na Igreja aqui na terra, o diabo sempre se esforçou através de hereges de privar-nos dela.
45. Porque nos lugares onde a Missa tradicional é mantida, a fé a o fervor do povo são maiores, enquanto o contrário verifica-se onde reina a Missa Nova. (Relatório sobre a Missa, Diocese de Campos, ROMA, Buenos Aires §69, 8/81).
46. Porque junto com a Missa Nova há uma nova catequese, uma nova moralidade, novas preces, novas idéias, um novo calendário - em suma, uma Nova Igreja, uma total revolução da antiga. "A reforma litúrgica... não se enganem, eis onde começa a revolução." (Dom Dwyer, Arcebispo de Birmingham, porta-voz do Sínodo Episcopal).
47. Porque a própria beleza intrínseca da Missa Tradicional atrai almas; enquanto a Missa Nova, na falta de qualquer atrativo próprio, tem que inventar novidades e diversões a fim de apelar ao povo.
48. Porque a Missa Nova incorpora numerosos erros condenados pelo Papa São Pio V no Concílio de Trento (Missa inteiramente em vernáculo, as palavras de Consagração ditas em voz alta, etc. Vide Condenação do Sínodo Jansenista de Pistoia), e erros condenados pelo Papa Pio XII (p.e. altar em forma de mesa. Vide Mediator Dei).
49. Porque a Missa Nova quer transformar a Igreja Católica numa igreja nova e ecumênica que abranja todas as ideologias, todas as religiões - certas e erradas, verdade e erro; objetivo há muito ansiado pelos inimigos da Igreja Católica.
50. Porque a Missa Nova, ao remover as saudações e a bênção final quando o sacerdote celebra sozinho, mostra uma falta de crença na Comunhão dos Santos.
51. Porque o altar e o Tabernáculo agora se encontram separados, assinalando deste modo uma divisão entre Cristo e o Seu sacerdote e Sacrifício no altar, de Cristo na Sua Real Presença no Tabernáculo, duas coisas que, pela própria natureza, devem ficar juntas." (PIO XII).
52. Porque a Missa Nova já não constitui um culto vertical do homem a Deus, mas um culto horizontal entre os homens.
53. Porque a Missa Nova, embora pareça conformar-se às provisões do Concílio Vaticano II, na realidade se opõe às suas instruções, dado que o Concílio proclamou o desejo de conservar e promover o rito tradicional.
54. Porque a Missa Latina tradicional do Papa São Pio V nunca foi legalmente revogada e portanto permanece um autêntico rito da Igreja Católica por meio da qual os Católicos podem cumprir a sua obrigação dominical.
55. Porque o Papa São Pio V concedeu um indulto perpétuo, válido "para sempre", para se celebrar a Missa Tradicional livre e licitamente, sem escrúpulo de consciência, sentença ou censura (Bula Papal "Quo Primum").
56. Porque o próprio Papa Paulo VI, ao promulgar a Missa Nova, declarou que "O rito em si NÃO é uma definição dogmática..." (19/11/69).
57. Porque o Papa Paulo VI, quando lhe perguntou o Cardeal Heenan da Inglaterra se revogava ou proibia a Missa Tridentina, respondeu: "Não é a minha intenção de proibir absolutamente a Missa Tridentina".
58. Porque "no Libera Nos da Missa Nova, a Santíssima Virgem, os Apóstolos e todos os Santos já não são mencionados; a Ela e a eles assim já não se pede a intercessão, mesmo em tempo de perigo." (+)
59. Porque em nenhuma das três novas Preces Eucarísticas (da Missa Nova) existe referência alguma... ao estado de sofrimento dos que faleceram, em nenhuma há a possibilidade de um particular Memento", assim minando a fé na natureza redentora do Sacrifício." (+)
60. Porque muito embora reconheçamos a autoridade suprema do Santo Padre no seu governo universal da Santa Madre Igreja, sabemos que mesmo esta autoridade não nos pode impor uma prática que é tão CLARAMENTE contra a Fé: uma Missa que é equívoca e favorecedora da heresia por isso desagradável a Deus.
61. Porque, como consta no Concílio Vaticano I, "não se prometeu aos sucessores de Pedro o Espírito Santo, a fim de que pela Sua revelação pudessem fazer uma nova doutrina, mas sim a fim de com o Seu auxílio pudessem inviolavelmente manter e fielmente expor a revelação ou o depósito de fé entregue através do Apóstolos." (D.S. 3070).
62. Porque a heresia, ou qualquer coisa que favoreça a heresia, não pode constituir matéria de obediência. A obediência fica ao serviço da Fé e não é a Fé que fica ao serviço da obediência! No caso precedente, então, "Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens". (Atos dos Apóstolos, 5, 29).

OS DOCUMENTOS SOBRE ABUSOS NO IRAQUE REVELADOS PELO WIKILEAKS

O mundo está em estado de choque pela revelação dos documentos revelados pelo famoso site WikiLeaks.org. Governos e organizações internacionais de defesa dos direitos humanos querem respostas às denúncias levantadas contra os exércitos dos EUA, do Iraque e de outras forças aliadas depois da difusão de 400 mil documentos militares secretos que apontam para práticas de torturas e outros abusos.
Na minha modesta opinião, a única coisa que pode chocar é o elevado número de documentos. Sim, de resto, quem não sabe que os militares dos Estados Unidos têm este comportamento nos países onde estão em “missão”?
Depois vem o Ministro deste país e o ministro do outro, acrescem os gritos das organizações internacionais, com ar de aborrecidos, como se tudo isto lhes fosse desconhecido. Enfim, até posso admitir que para os líderes que mal sabem onde estão os seus militares, olharão de forma interrogativa para algum comandante. Este fica em silêncio e reúne-se uma comissão para fazer um desmentido ao país.
Não, eu não sou um conhecedor destas coisas, não, eu nunca andei na guerra, nem sequer estou a fazer algum julgamento. Eu vi militares dos diferentes países que estavam estacionados em Angola e em Moçambique, surgirem do nada nos seus poderosos carros militares e pegarem à força jovens raparigas e levarem-nas enquanto estas gritavam por socorro e toda a gente virava a cara para o lado com receio de levar uma bala na testa. Só vi isto! E por isto nada me admira.
Se um simples peão como eu foi testemunha destes acontecimentos, quanto mais a WikiLeaks.org. De acordo com uma entrevista em Janeiro de 2010, a equipa do WikiLeaks era constituída por menos de dez pessoas a trabalhar em regime de horário completo, mas especula-se que o Wikileaks conte com algo entre mil e dois mil voluntários, que trabalham ocasionalmente - a maioria sem qualquer contrapartida financeira. Entre os intelectuais, activistas, jornalistas e programadores listados pelo Wikileaks como membros de seu conselho, estão o australiano Phillip Adams (produtor do clássico documentário Corações e mentes), o brasileiro Chico Whitaker (proponente e articulador do Fórum Social Mundial), o chinês Wang Dan (um dos líderes dos protestos da Praça Tiananmen em 1989) e Ben Laurie (criador do Apache-SSL e um dos maiores especialistas mundiais em segurança de rede).
São estas pessoas altamente profissionalizadas que põem a descoberto os arquivos secretos obtidos pelo site e apresentados pela Al-Jazira revelaram a existência de uma ordem secreta da cúpula do exército dos EUA para que não fossem investigados os casos de tortura atribuídos a autoridades iraquianas descobertos pelas forças norte-americanas. Os EUA também encobriram, segundo os documentos, o fato de "centenas" de civis iraquianos terem sido assassinados em postos de controlo militar operados por soldados norte-americanos depois da invasão do Iraque, em Março de 2003, por forças estrangeiras lideradas por Washington em busca de armas de destruição em massa que nunca vieram a ser encontradas.
Ainda de acordo com a Al-Jazira, os EUA "compilaram um registo de iraquianos mortos e feridos no conflito, apesar de o terem negado publicamente". Os documentos divulgados hoje revelam que a Guerra no Iraque matou pelo menos 109 mil pessoas entre a invasão do país, em Março de 2003, e o fim do ano passado, informou a Al-Jazira. Dos 109 mil mortos, 63% eram civis, segundo os documentos secretos norte-americanos citados pelo canal. O número de civis iraquianos mortos inclui 15 mil pessoas a mais que o admitido anteriormente.

23 de outubro de 2010

NOVA ORDEM MUNDIAL

De tempos a tempos surge uma notícia sobre a nova ordem, o chip, governo mundial, nova ordem económica, confesso, não dou muita atenção a essas coisas. Eis quando, a minha mulher aparece em casa com um cartão que anula o bilhete de identidade, cartão do utente (serviços médicos), cartão do ministério das finanças, enfim, um cartão que não só anula todos os cartões mas que traz uma fotografia digitalizada e um chip. Confesso, fiquei de boca aberta. O mais impressionante de tudo; aparentemente inofensivo e carregado de vantagens. Não sei quantos cartões num só! A verdade porém, ela deixou de ser uma pessoa sem privacidade, ao receber aquele cartão ela ficou registada em todos os computadores do mundo. Como é possível que ela se tenha deixado enganar? A verdade, ela não podia contornar a situação a partir do momento em que um dos cartões caducou. Aí está a forma como você e eu perdemos, sem nos darmos conta, o nosso espaço, o nosso pequeno jardim e passamos a ser controlados estejamos onde quer que seja.
Isto não se passa só em Portugal, o Brasil vai introduzir o mesmo processo. Todos os países da América do Sul, Central e do Norte, toda a Europa, não haverá um cidadão que tenha um lugar para dizer “tenho a minha privacidade”.
Uma das grandes questões mundiais é a economia, a falência de bancos, instituições e países (Grécia, Islândia, Portugal…). Hoje a economia é a grande preocupação e esta vai ao ponto de criar métodos que permitam saber quantos cêntimos tem cada cidadão.
Sabia que as maiores economias do mundo apostam num enfraquecimento das suas moedas. As exigências são as mesmas em qualquer lugar: fortalecer a economia nacional. Uma mistura perigosa para a economia mundial.
"Guerra monetária" é um termo horrendo que, há alguns tempos, voltou à tona. Foi o ministro brasileiro da Fazenda quem usou essa terminologia pela primeira vez. E, logo a seguir, os Bancos Centrais e políticos em torno do globo já evocavam um cenário que lembra a terrível crise dos anos 1930.
Naquela época, em consequência da Grande Depressão, cada país agia à sua maneira, o que levou a um caos monetário e ao desmoronamento do comércio mundial. Foi exactamente isso o que se quis impedir, há dois anos, quando a actual crise económica eclodiu: mais que rapidamente, as 20 maiores economias do mundo trataram de se reunir, acertaram as regras e medidas que regulamentam o comércio internacional, injectaram dinheiro no mercado e apresentaram programas gigantescos de apoio à conjuntura.
Tudo isso foi bom e certo – através dessas medidas, achou-se também que o G20 seria o garante adequado para tratar dos problemas da economia mundial. Mas tudo indica que não é bem assim.
Essa guerra monetária, agora reacendida, pode destruir com um só golpe os primórdios modestos do G20. Em questão de política monetária, uma coisa fica clara: não se trata de 20 países que se unem, mas sim de 20 nações que, a princípio, têm em vista os seus próprios interesses nacionais.
Isso mostra que as promessas do G20 de abdicar, no futuro, do proteccionismo, não valem obviamente nada. No entanto, se esse clube poderoso fracassasse agora na questão monetária, o que não é de todo improvável, o mundo iria então desmoronar numa crise sem precedentes, frente à qual o que passamos até agora iria parecer brincadeira de crianças.
Até agora, os europeus permaneceram na posição de espectadores. Mesmo assim, estão alarmados. Pois o euro, cuja extinção estava “profetizada” no fim do primeiro semestre, no auge da crise da Grécia, exactamente esse euro ganha agora novas forças.
A política monetária dos vigilantes da moeda, nas torres de Frankfurt, aposta num câmbio estável e uma inflação mínima. Dito por outras palavras o G20 o que pretende é secar todos os países periféricos da comunidade Europeia, depois avançarão lentamente para outros consideradas economias emergentes até secarem tudo e todos. Um Estado vai ficar de pé, um que defende uma “Nova Era Mundial”, bom, não será a Venezuela do sr. Hugo Chaves, nem o Brasil, nem tão pouco o Irão ou Alemanha, nem sequer a China. Qual será?
Eu creio, por agora, que o grande objectivo dos governos é o de controlar em termos quantitativos o dinheiro, para tanto, os países estão a construir uma poderosa máquina que mais tarde ou mais cedo cairá nas mãos de um poder religioso; então você e eu, não seremos controlados só em termos económicos mas também em termos religiosos. Ou seja naquilo que é mais querido ao ser humano: a consciência. Se não acredita, o problema é seu!

20 de outubro de 2010

PESSOAS QUE FALAM VERDADE

A SIC a prestar um monumental serviço ao país, ao dar-nos a conhecer um comentarista que é uma "pedrada no charco" e uma "lufada de ar fresco". Não tinha visto, não sei quem é, mas é um indivíduo notável! Pessoas como este senhor é que a Fátima Campos Ferreira deveria levar ao "Prós e Contras", pois os que lá vemos são muitas vezes em grande medida aqueles que nos trouxeram até onde estamos!
Vejam até ao fim!