12 de fevereiro de 2013
11 de fevereiro de 2013
A resignação de Bento XVI considerada “um gesto de envergadura profética…”
O juiz português do Supremo Tribunal do Vaticano, Mário Rui
de Oliveira, recebeu hoje a notícia da resignação do papa Bento XVI com
"imensa surpresa e admiração", considerando que se trata de "um
gesto de envergadura profética sem precedentes".
"Considero que esta decisão solitária e cheia de graça
do santo padre Bento XVI é um gesto de uma envergadura profética sem precedentes",
afirmou Mário Rui de Oliveira, numa declaração prestada à agência Lusa.
Para o juiz do Supremo Tribunal do Vaticano, que destacou a
"humildade e coragem inaudita" de Bento XVI, "não é certamente
por acaso que um papa tantas vezes apelidado de reacionário, pelas suas ideias
e opções, venha agora a cumprir um dos gestos mais revolucionários da história
eclesiástica".
O papa Bento XVI, 85 anos, anunciou hoje, durante um
consistório no Vaticano, a sua resignação a partir dia 28 de fevereiro devido
"à idade avançada".
Um novo papa será escolhido até à Páscoa, a 31 de março,
disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, anunciando que um conclave
deve ser organizado entre 15 e 20 dias após a resignação do pontífice.
O último chefe da Igreja Católica a renunciar foi Gregório
XII, no século XV (1406-1415).
Comentário Pessoal:
Não sei a que profecia em concreto se refere, no entanto, que é profético lá
isso é e será! (Daniel 7:25)
O mundo reage à
renúncia do Papa
Cavaco Silva,
Presidente da República
"Quero, nesta ocasião, sublinhar a admiração profunda
do Povo Português por Vossa Santidade e por um magistério que constitui exemplo
de fé e de esperança, na defesa dos valores universais da tolerância e da
paz."
"Recordo, muito especialmente, a Visita que efetuou a
Portugal em Maio de 2010, e os sinais de afeto e carinho de Vossa Santidade
para com o Povo Português que então pudemos testemunhar."
"Reitero o profundo apreço dos Portugueses pela
personalidade ímpar e pela sabedoria inspiradora de Vossa Santidade."
Barack Obama,
Presidente dos EUA
"Em nome de mim próprio, de Michele e dos americanos um
pouco por todo o mundo, gostaria de enviar os nossos agradecimentos e preces a
sua santidade o Papa Bento XVI.
“Apreciei o trabalho que fizemos nos últimos quatro anos.
“A Igreja [Católica] tem um papel crucial nos Estados Unidos
e no mundo e desejamos o melhor aos que em breve vão escolher o sucessor.”
Mario Monti,
primeiro-ministro de Itália
“Estou profundamente abalado por esta notícia inesperada.”
Giorgio Napolitano,
Presidente da Itália
“Este é um acto de grande coragem e grande generosidade, que
merece o maior respeito.”
François Hollande,
Presidente da França
“Não tenho nenhum comentário particular a esta decisão, que
é eminentemente respeitável e que implicará a escolha de um novo Papa. A
República saúda o Papa que tomou esta decisão.”
David Cameron,
primeiro-ministro do Reino Unido
“Envio os melhores cumprimentos ao Papa Bento XVI, após o
seu anúncio de hoje. O Papa trabalhou incansavelmente para o fortalecimento das
relações da Grã-Bretanha com a Santa Sé. A sua visita no ano 2010 é recordada
com grande respeito e afecto. Enquanto líder espiritual de milhões de pessoas,
fará seguramente falta.”
Angela Merkel,
chanceler da Alemanha
“O Papa Bento XVI é e continuará a ser um dos mais
importantes pensadores religiosos do nosso tempo. A opção pela renúncia merece
o meu maior respeito. Muitos compreenderão que até o Papa tem de se sujeitar ao
peso da idade.
Steffen Seibert,
porta-voz do Governo da Alemanha
“Como cristão e católico não posso deixar de me comover com
a decisão do Papa Bento XVI. O Governo alemão tem o maior respeito possível
pelo Santo Padre, pelo que realizou e por todas as contribuições de uma longa
vida em prol da Igreja Católica. Deixa uma marca pessoal como pensador e líder
da Igreja, e também como pastor. Quaisquer que sejam as razões para a sua
decisão, têm de ser respeitadas.”
Justin Welby,
arcebispo de Cantuária e líder da Igreja Anglicana
“Foi com o coração pesado, mas total compreensão, que recebi
a declaração desta manhã do Papa Bento XVI e a sua decisão de renunciar ao seu
ministério como bispo de Roma, um cargo que desempenhou com grande dignidade,
discernimento e coragem.”
Vincent Nichols,
arcebispo de Westminster
“Este anúncio surpreendeu e chocou toda a gente. Mas tenho a
certeza de que todos reconhecerão a grande coragem e a característica clareza
de pensamento e acção do Papa Bento XVI. O Santo Padre conhece bem os desafios
que a Igreja Católica tem de enfrentar e a força e resistência necessárias à
tarefa de governar a Igreja e proclamar os Evangelhos.”
Dimitri Sizonenko,
porta-voz da Igreja ortodoxa Russa
“Não há razão nehuma para esperar uma mudança drástica nas
políticas do Vaticano. Na sua relação com a Igreja Ortodoxa, a Igreja Católica
Romana sempre assegurou a continuidade entre Papas.”
Christine Boutin,
presidente do Partido Democrata-Cristão de França
“É um choque, imenso e extraordinário, para todos os
católicos.”
Yona Metzger,
grão-rabino de Israel
“Durante o seu Papado, houve as melhores relações entre a
Igreja e o rabinato. E esperamos que esta tendência continue. Ele merece muito
crédito pelos avanços no diálogo inter-religioso entre o Judaísmo, o
Cristianismo e o Islão.”
Leonardo Boff, teólogo e uma das
principais vozes da Teoria da Libertação no Brasil,
“A renúncia do Papa é um acto de razoabilidade. Humildemente
deu-se conta dos limites da natureza que o impediam de exercer sua função. Foi
digno.”
“Foi controverso.”
“Bento XVI teve dois pesos e duas medidas. Tratava com luvas
de pelica os reaccionários seguidores de Lefebvre [movimento conservador
católico que contesta algumas das mudanças do Concílio Vaticano II] e nós, da
Libertação [doutrina católica de esquerda que defende a intervenção social dos
católicos], a bastonadas.”
Joseph Daul,
líder do grupo político do Partido Popular Europeu
“Saudamos o Papa Bento XVI pela sua decisão, a sua bondade e
o seu empenho na promoção de valores comuns de paz, liberdade e tolerância em
todo o mundo.”
John Kelly, de um
grupo irlandês de defesa de crianças abusadas
“Este Papa teve a oportunidade de enfrentar décadas de abuso
na Igreja Católica. Prometeu muitas coisas, mas na verdade não fez nada.
Pedimos ao Papa sanções contra as ordens religiosas que
cometeram estes actos e os dirigentes religiosos que permitiram que ocorressem,
mas para nossa desilusão nada aconteceu.
A Igreja deve reconhecer o que se passou. Devem reconhecer
que deixaram o diabo entrar no interior [da Igreja] e o deixaram morar lá
durante 50 anos.”
Leia íntegra do anúncio de renúncia do Papa Bento XVI
11 de fevereiro de 2013 | 9h 50
VATICANO - O Papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira,
11, que vai renunciar ao cargo. Leia a íntegra do anúncio do pontífice,
publicada pela Rádio Vaticano:
"Convoquei-vos para este Consistório não só por causa
das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande
importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente aminha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças,
devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o
ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua
essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras,
mas também e igualmente sofrendo e rezando.
Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e
agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a
barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer docorpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de
tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar
bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade
deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de
Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de
Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20h, a sede de
Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a
quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por
todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e
peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à
solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria,
sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais
na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no
futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a
Santa Igreja de Deus."
Fonte
Comentário pessoal: "Mãe Santíssima" - de referir que o terceiro segredo de Fátima é a união do Islamismo ao Catolicismo ou seja "Maria padroeira do mundo islâmico". Esta missão ecuménica o papa percebe que a não pode concretizar e este era um momento (convulsões muçulmanas) apropriado; fragilizado pela saúde, mas especialmente, os escândalos sucessivos dentro da igreja católica esgotaram o homem que já em Fátima dava sinais do "Papa cabaleante".
Estamos sem dúvida num momento de VIRAGEM E QUE VIRAGEM!
José Carlos Costa, pastor.
Comentário pessoal: "Mãe Santíssima" - de referir que o terceiro segredo de Fátima é a união do Islamismo ao Catolicismo ou seja "Maria padroeira do mundo islâmico". Esta missão ecuménica o papa percebe que a não pode concretizar e este era um momento (convulsões muçulmanas) apropriado; fragilizado pela saúde, mas especialmente, os escândalos sucessivos dentro da igreja católica esgotaram o homem que já em Fátima dava sinais do "Papa cabaleante".
Estamos sem dúvida num momento de VIRAGEM E QUE VIRAGEM!
José Carlos Costa, pastor.
Nos seus discursos, Bento XVI fez valer a Carta Magna da Igreja Católica
11 de fevereiro de 2013 | 11h 03
Padre José Bizon*
Desde a eleição de Bento XVI como papa, várias pessoas
pertencentes a outras denominações cristãs e tradições religiosas perguntaram: "o
que será do Ecumenismo e do Diálogo Inter-religioso, de agora em diante?"
Essa pergunta, acredito, é consequência da publicação da Declaração
"Dominus Iesus", quando Joseph Ratzinger era prefeito da Congregação
para a Doutrina da Fé. Para responder, vou fazer duas observações.
Veja também:
Papa Bento XVI deixa
o pontificado dia 28 de fevereiro
Leia íntegra do
anúncio de renúncia do Papa Bento XVI
O escândalo da
pedofilia abala a Igreja
Primeira: cada cardeal, quando eleito papa, traz consigo
formação, cultura, espiritualidade e personalidade próprias. Traz o seu perfil,
o que é comum em cada chefe de Estado, por exemplo. E, quando um papa é eleito,
ele não é eleito do nada, mas no seio da Igreja Católica, que tem Tradição,
Magistério e as Escrituras. E, como celebramos o Jubileu de Ouro do Concílio
Ecumênico Vaticano II, com as constituições, os decretos e as declarações que
norteiam a vida da Igreja, acredito que Bento XVI nos seus discursos, mensagens
e alocuções e, de modo particular, nas viagens apostólicas, fez valer o
Concílio Vaticano II, a Carta Magna da Igreja Católica.
Em segundo lugar, recorro às próprias palavras do papa Bento
XVI:
- "O nosso encontro de hoje é particularmente
significativo. Ele permite, antes de tudo, que o novo bispo de Roma, pastor da
Igreja Católica, repita a todos, com simplicidade: Duc in altum! Prossigamos na
esperança. Seguindo as pegadas dos meus predecessores, em particular de Paulo
VI e de João Paulo II, sinto a enorme necessidade de afirmar de novo o
compromisso irreversível, assumido pelo Concílio Vaticano II e prosseguido
durante os últimos anos graças também à ação do Pontifício Conselho para a
Promoção da Unidade dos Cristãos". (Discurso do papa Bento XVI aos
Delegados das outras Igrejas, Comunidades Eclesiais e Tradições Religiosas,
25/04/2005)
- "Nos primeiros dias do meu Pontificado, afirmei que a
'minha tarefa principal é o dever de trabalhar incansavelmente para reconstruir
a plena unidade visível de todos os seguidores de Cristo'. Além das boas
intenções, isto exige 'gestos concretos que entrem nos corações e despertem as
consciências... inspirando em cada um a conversão interior, que constitui o
requisito prévio para todo o progresso ecumênico'." (Missa pro Ecclesia,
5).
- "Espero que a vossa visita à Santa Sé tenha sido
fecunda, revigorando os vínculos de compreensão e de amizade entre nós. O
compromisso da Igreja Católica na busca da unidade cristã é irreversível. Por
conseguinte, quero assegurar-vos que ela deseja dar continuidade à cooperação
com o Conselho Mundial das Igrejas". (Discuros do papa Bento XVI ao
secretário-geral do Conselho Mundial das Igrejas, 16/06/2005).
- "Se é verdade que o Senhor chama vigorosamente os
seus discípulos a construir a unidade na caridade e na verdade; se é verdade
que o apelo ecumênico constitui um convite urgente a reconstruir, na
reconciliação e na paz, a unidade entre todos os cristãos, gravemente
prejudicada; se é verdade que não podemos ignorar o fato de que a divisão torna
menos eficaz a sacrossanta causa da pregação do Evangelho a todas as criaturas
(cf. Unitatis redintegratio, 1), como é que nos podemos subtrair à tarefa de
examinar com clareza e boa vontade as nossas diferenças, enfrentando-as com a
íntima convicção que elas devem ser resolvidas? A unidade que nós buscamos não
é absorção nem fusão, mas respeito pela plenitude multiforme da Igreja que, em
conformidade com a vontade do seu fundador Jesus Cristo, deve ser sempre una,
santa, católica e apostólica". (Discurso à Delegação do Patriarcado
Ecumênico de Constantinopla, 30/06/2005).
Quando o papa esteve no Brasil para a 5ª Conferência Geral
do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em Aparecida, em maio de 2007, ele
repetiu a frase de sua primeira mensagem no final da celebração eucarística com
os cardeais eleitores na Capela Sistina, quarta-feira, 20 de abril de 2005:
"Não bastam as manifestações de bons sentimentos. Fazem falta gestos
concretos que penetrem nos espíritos e sacudam as consciências, impulsionando
cada um à conversão interior, que é o fundamento de todo progresso no caminho
do ecumenismo".
No mesmo documento ele afirma que "o diálogo
inter-religioso, além de seu caráter teológico, tem um especial significado na
construção da nova humanidade: abre caminhos inéditos de testemunho cristão,
promove a liberdade e dignidade dos povos, estimula a colaboração para o bem
comum, supera a violência motivada por atitudes religiosas fundamentalistas,
educa para a paz e para a convivência cidadã: é um campo de bem-aventuranças
que são assumidas pela Doutrina Social da Igreja."
Merece destaque a mensagem do papa para o Dia Mundial da Paz
para o dia 1º de janeiro de 2011, intitulada Liberdade Religiosa, Caminho para
a Paz: "A liberdade religiosa está na origem da liberdade moral. Com
efeito, a abertura à verdade e ao bem, a abertura a Deus, radicada na natureza
humana, confere plena dignidade a cada um dos seres humanos e é garante do
respeito pleno e recíproco entre as pessoas. Por conseguinte, a liberdade
religiosa deve ser entendida não só como imunidade da coação, mas, também, e
antes ainda, como capacidade de organizar as próprias opções segundo a
verdade...Se a liberdade religiosa é caminho para a paz, a educação religiosa é
estrada privilegiada para habilitar as novas gerações a reconhecerem no outro o
seu próprio irmão e a sua própria irmã, com quem caminhar juntos e colaborar
para que todos se sintam membros vivos de uma mesma família humana, da qual
ninguém deve ser excluído."
No dia 27 de outubro de 2011, ao completar 25 anos do
Encontro de Oração em Assis pela Paz, o papa Bento XVI disse: "Unidos para
rezar, não para rezar unidos" porque "quando nos encontramos para
rezar pela paz é preciso que a oração se dirija pelos caminhos distintos que
são próprios das várias religiões". E continuou "O espírito de Assis
(...), opõe-se ao espírito de violência, ao abuso da religião como pretexto
para a violência". As tradições religiosas, ao viver o Espírito de Assis ,
contribuem para o respeito do outro, para o diálogo, num anúncio que invoca a
liberdade e a razão pela paz e pela reconciliação.
O que o papa disse:
Muçulmanos: No
encontro de Bento XVI com as Comunidades Muçulmanas, em Berlim, em 23 de
setembro de 2011:
"É necessário empenhar-se constantemente por um melhor
e recíproco conhecimento e compreensão. Isto é essencial (...) para uma
convivência pacífica e para (...) a construção do bem comum no âmbito de uma
mesma sociedade)". A Igreja Católica empenha-se, firmemente para que seja
dado o justo reconhecimento à dimensão pública da pertença religiosa. Por isso,
é preciso "manter o respeito do outro. Este respeito recíproco cresce
somente na base de um entendimento sobre alguns valores inalienáveis, próprios
da natureza humana, sobretudo a dignidade inviolável de cada pessoa como
criatura de Deus".
Luteranos: Bento
XVI, no Convento Agostiniano de Erfurt:
"O pensamento de Lutero, a sua espiritualidade inteira
era totalmente cristocêntrica: o seu critério hermenêutico era "aquilo que
promove Cristo". O que pressupõe que Cristo seja o centro da nossa
espiritualidade e que o amor por Ele oriente a viver juntamente com Ele,
oriente nossa vida". "A coisa mais necessária para o ecumenismo é
(...) sob a pressão da secularização, não percamos (...) as grandes coisas que
temos em comum nas grandes diretrizes da Sagrada Escritura e nas profissões de
fé do cristianismo antigo". E acrescenta: "O grande progresso ecuménico
dos últimos decénios consiste, no fato de nossa comunhão, oração e cantar
juntos, no compromisso comum em prol da ética cristã face ao mundo, no
testemunho comum do Deus de Jesus Cristo neste mundo".
Judeus: No
encontro com representantes da comunidade judaica, em Berlim, o papa reforçou o
diálogo, em 22 de setembro de 2011:
"Os acontecimentos sofridos pela Shoá é uma negação do
homem e por isso mesmo, é uma negação a Deus. Desprezar o homem é desprezar a
Deus e a dignidade que ele mesmo quis dar ao ser humano quando o criou.
"Com vivo apreço quero aludir também ao diálogo da Igreja Católica com o
judaísmo, um diálogo que se vai aprofundando". E disse ainda: "O
intercâmbio entre a Igreja católica e o Judaismo na Alemanha produziu já frutos
prometedores. Relações duradouras e confiantes se desenvolveram".
* É mestre em Ecumenismo pela Pontifícia Universidade Santo
Tomás, de Roma
Nota pessoal:
Este artigo é de grande pertinência e por isso o posto na íntegra e faço-o pela
importância e sendo um padre, mestrado em ecumenismo, refere o principal foco
dado por Bento XVI.
Como uma amiga dizia: O que é que isto quer dizer? Respondo desta
maneira; antigamente nas passagens de nível havia uma placa que dizia “Pare,
escute e olhe”
Fonte http://www.estadao.com.br/noticias/vida,cinco-curiosidades-sobre-a-trajetoria-de-bento-xvi,995227,0.htm
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