18 de outubro de 2010

O PAPA PROPÕE-SE SER O FIEL DE BALANÇA NESTE "TEMPO DE CRISE".

Em resposta à crise financeira mundial, o papa Bento XVI pede a criação de uma “verdadeira autoridade política mundial”. Esta nova “autoridade” iria impor políticas mundiais económicas, ambientais e imigratórias para ajudar a construir uma ordem social que “está em conformidade com os padrões morais”. O apelo surge na encíclica recentemente lançada pelo papa, intitulada Caritas in Veritate, ou Amor na verdade.
Grande parte da preocupação do Papa pela justiça social reflecte bem a mensagem do livro de Tiago, que reprova os ricos do mundo nos últimos dias por oprimir e abusar dos pobres (Tiago 5:1-6). A crítica do Papa ao capitalismo desenfreado e desordenado, e seu apelo em favor da ecologia e à acção comunitária para empresas e corporações procura tomar o sentido e o espírito dos profetas do Antigo e do Novo Testamentos. Apela a viver-se um ética de mordomia, altruísmo e cuidado na vida diária e nos negócios em particular.
É admirável o apelo que faz no que concerne aos direitos; estes – diz ele - não podem ser alcançados e promovidos na falta dos deveres dos envolvidos. A liberdade sugere responsabilidade, ou as condições da liberdade desaparecerão.
Porém, é preocupante quando o papa, um religioso, líder espiritual visa a aconselhar os governos sobre a criação de uma entidade política mundial que implemente uma série de práticas políticas, económicas e morais por meio da força e coerção. O papa é claro quanto a esse último ponto. Apela a um consenso mundial no sentido de que a Igreja Católica forme um “corpo político” e que este seja “investido com o poderes efectivos de garantir a segurança para todos, respeito pela justiça e pelos direitos.”
Jesus Cristo, a quem o papa afirma representar aqui na Terra, disse claramente: “Meu reino não é deste mundo. Se o Meu reino fosse deste mundo, os Meus ministros se empenhariam por Mim... mas agora o Meu reino não é daqui” (João 18:36). Um corpo político “investido” com o “poder” para garantir a “segurança” e “conformidade”, como o papa recomenda, necessitaria, obviamente, da utilização de uma força policial ou militar. O qual será a motivação profunda para o Papa fazer um tal apelo?
Se levarmos em conta o que se passou ao longo da história podemos deduzir duas coisas; 1) A Igreja Católica era tida e havida em assuntos dos governos; 2) Essa pretensão renova-se nestes tempos de crise. Sob o manto da caridade a Igreja deseja voltar a ter um papel nestes tempos de conselheiro-mor para a aplicação de uma ordem económica, social e moral. Mas, de acordo com as profecias bíblicas, isto foi previsto pelos profetas.
“A História testifica de seus esforços, astutos e persistentes, no sentido de insinuar-se nos negócios das nações; e, havendo conseguido pé firme, nada mais faz que favorecer seus próprios interesses, mesmo com a ruína de príncipes e povo.” O Grande Conflito, p. 580
O Papa considera que a crise ecológica “oferece uma oportunidade histórica para elaborar uma resposta colectiva tendente a converter o modelo de desenvolvimento global segundo uma direcção mais respeitadora da criação e de um desenvolvimento humano integral”.
Por isso, a mensagem assinala que não se pode avaliar a crise ecológica e económica “prescindindo as questões relacionadas com elas”, desafiando a “uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento” e “o sentido da economia e dos seus objectivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações”.
“A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural, precisa de redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos”, escreve Bento XVI.
Segundo o Papa, as várias situações de crise que o mundo atravessa - de carácter económico, alimentar, ambiental ou social - “são também crises morais e estão todas interligadas”.
A degradação ambiental, indica, “põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até económico”.
Retomando o que escrevera na sua terceira encíclica, Caritas in veritate, Bento XVI precisa que “os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros”.
O Papa encoraja a educação para “uma responsabilidade ecológica” que salvaguarde “uma autêntica «ecologia humana» e consequentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza”.
Bento XVI não deixa de referir que a Igreja “exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo”, considerando que “tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos”.
Concluindo, o Papa afirma que “proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa”, vendo no combate à actual crise “uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos”. A este tempo a Igreja é chamada a ser um indicador de caminhos, um “fiel da balança”.
“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou. Quão prontamente virá esse poder em auxílio dos protestantes nesta obra, não é difícil imaginar. Quem compreende melhor do que os dirigentes papais como tratar com os que são desobedientes à igreja?” Conflito dos Séculos, p. 580

14 de outubro de 2010

CHILE: BÍBLIAS NO FUNDO DA MINA TRANSMITIRAM ÂNIMO AOS MINEIROS


Pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Carlos Diaz Parra (à esquerda), mostra uma das Bíblias em miniatura enviadas ao poço onde se encontram os 33 mineiros presos no deserto do Atacama. O Pr. Parra está a servir como capelão no local da emergência. [Foto de cortesia da Divisão Sul-Americana]
A chegada de Bíblias em miniatura para os 33 mineiros chilenos presos a 700  metros abaixo do solo está a aumentar a esperança de resgate.
"Dai graças àqueles que nos enviaram as Bíblias", um mineiro identificado como Renan disse a uma revista semanal brasileira na semana passada. A Bíblia "transmitiu-me tanta fé que vou sair daqui", disse Renan.
Oficiais da Igreja do Sétimo Dia do Chile dizem que as Bíblias que forneceram aos mineiros estão são uma luz espiritual para o grupo que espera o resgate. Meios de comunicação locais têm referenciado a sobrevivência dos mineiros como um milagre, estes meios de comunicação têm destacado a iniciativa da Igreja Adventista.
Os mineiros - que ficaram soterrados desde o dia 5 de Agosto em consequência de um colapso de um túnel na mina de San José no deserto chileno de Atacama – o alimento que tinham era suficiente para dois dias, eles o raciocinaram de tal modo que ao fim de 17 dias estavam vivos. Agora, eles aguardam o resgate, que os especialistas dizem que mineração pode levar até quatro meses.
A Associated Press em 31 de Agosto informou que a perfuração preliminar começou a liberar os mineiros. Enquanto esperam, alimentos, água, suprimentos médicos - e agora, bíblias em miniatura - estão chegando através de um eixo de abastecimento.
Carlos Parra Díaz, um pastor adventista que supervisiona o distrito do norte chileno de Copiapó, a aprovação de seguros a partir Laurence Golborne, o ministro de mineração do país, a enviar Bíblias para os mineiros presos. Cada volume é cerca de três por cinco centímetros para se encaixar o dispositivo que está transportando suprimentos para os mineiros. Cada Bíblia foi personalizada com o nome de um mineiro, e incluiu escrituras específicas para incentivá-los.
"Nós sempre estivemos disponíveis para ajudar os nossos irmãos que estão sofrendo tanto fora como dentro da mina", disse Parra. "Agora temos preparado ... essas mini Bíblias, assim os mineiros, confinados como estão, podem ler a Palavra de Deus."
Uma lupa acompanha cada uma das mini bíblias para facilitar a leitura, a revista brasileira relatou. Cada Bíblia é marcado com as palavras: "Estamos a orar pelo vosso retorno à superfície.” A revista também disse que o Salmo 40 é destaque em toda a Bíblia. A passagem lê, em parte, "Eu esperei pacientemente pelo Senhor; E ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor Ele também me tirou de um poço horrível ... e os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. "
A Igreja também deu uma cópia da Bíblia aos ministros da saúde e dos minérios, bem como para cada uma das famílias no local do resgate. Parra está actuando como capelão do acampamento.
"Se Deus os manteve vivos, ele vai continuar cuidando deles", disse Parra à Revista brasileira. "A nossa oração é de agradecimento ao Senhor pelo facto dos nossos compatriotas estarem vivos. Continuamos a orar para que o resgate seja antes do que está previsto pelos especialistas, isso, será outro milagre”, disse ele.
Como resultado da distribuição da Bíblia, a Igreja estabeleceu uma presença na área da mina e agora é uma "referência espiritual" para o campo, disseram os dirigentes adventistas locais.
Hoje e pela graça de Deus, podemos afirmar que este ministério de intercessão foi ouvido pelo Céu, estão todos resgatados. Um terceiro milagre, é possível; a entregar das suas vida a Cristo. Por isso, nós oramos!

13 de outubro de 2010

OS MINEIROS SOTERRADOS NO CHILE COMEÇARAM A SER RESGATADOS

Esta difícil experiência vivida pelos mineiros chilenos durante mais de 2 meses, faz-me pensar na situação da humanidade presa na Terra em consequência de um "desmoronamento" provocado por uma anjo rebelde, Satanás. Anima-nos a esperança de Jesus voltar pela 2ª vez e realizar o maior resgate da História:
1 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.
3 E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
João 14.
Estas palavras são uma promessa d´Aquele que desceu do Céu, realizou todos os preparativos e voltará para de uma vez levar os que se mantiverem animosos nesta esperança (1ª Tes.4:13-17).
Louvo a Deus pelo empenhamento dos técnicos que tão arduamente trabalharam para que o resgate fosse conseguido. Oro ao Criador que o ânimo manifestado por estes mineiros e os ajudou a suportar situação tão dramática, anime também aqueles que esperam pelo grande RESGATE. Fica registado a atitude destes valorosos ao chegarem à superfície:
68 dias depois de ter ficado retido na mina de S. José, no deserto de Atacama, Chile, Florencio Avalos, 31 anos, está de volta à superfície, de volta à vida. Foi o primeiro dos sete homens que já deixaram a mina.

A cápsula Fénix demorou 16 minutos a percorrer os 622 metros que separam os 33 mineiros da superfície do agora denominado Campo Esperança.

Com óculos escuros nos olhos - para o proteger da luminosidade diferente da que tinha no fundo da mina - Florencio Avalos foi recebido com lágrimas, aplausos e cânticos de alegria. O homem, que já pôde abraçar a mulher e o filho, está, agora, a ser submetido a exames médicos.

Mário Sepulveda foi o segundo mineiro a chegar à superfície, cerca de uma hora depois de Avalos (5h09 de Lisboa). O mineiro de 39 anos subiu de muito bom humor. Juan Illanes, de 52 anos, foi o terceiro a ser retirado da mina (6h07 de Lisboa).

O quarto resgatado foi o único boliviano dos 33 mineiros que ficaram retidos no subsolo. Carlos Mamani Solis, de 24 anos, saiu às 7h40. Seguiu-se o mais novo do grupo, Jimmy Alejandro Sanchez, de 19 anos, que chegou à superfície às 8h10.

O sexto minar a reencontrar os familiares foi Osmán Araya, de 30 anos. José Ricardo Ojeda Vidal, viúvo de 47 anos, diabético, foi o sétimo a ser içado. A operação de resgate dos homens deve ficar concluída apenas na sexta-feira.

10 de outubro de 2010

DERRAME DE LAMA TÓXICA NA HUNGRIA

Os 800 habitantes da aldeia de Kolontar foram evacuados hoje na sequência de uma nova fissura na parede de um reservatório da fábrica de bauxite e alumínio que provocou um derrame de lamas tóxicas na segunda-feira.(CLIQUE PARA VER IMAGENS IMPRESSIONANTES)
Esta fissura faz temer uma "provável" segunda inundação de lama vermelha tóxica depois de catástrofe do dia 4, que provocou pelo menos sete mortes, um desaparecido e 150 feridos, segundo o primeiro-ministro húngaro Viktor Orban citado pela AFP.
O reservatório 10 da fábrica situada em Ajka, 160 quilómetros a ocidente de Budapeste, está em risco de se desmoronar completamente devido a uma nova fissura na sua parede e "500 mil metros cúbicos de lama tóxica" poderão espalhar-se na região, precisou o chefe do governo.
VEJA O FILME: TUDO ISTO SÃO CLARAMENTE "RUMORES DO FIM", JESUS VEM MUITO BREVE. ELE É A SUBLIME ESPERANÇA  DOS QUE CRÊEM, AMÉM! 

8 de outubro de 2010

EXTRAODINÁRIO DISCURSO DE UM SOLDADO AMERICANO DOIS DIAS ANTES DE MORRER



Discurso de um soldado americano (vejam antes que o vídeo seja banido da Net).
O soldado apareceu morto 2 dias depois do discurso, a autópsia revelou ter sido vítima de um ataque cardíaco.
Depois de um discurso destes, é difícil acreditar em ataque cardíaco. A menos que tenha sido provocado. Não seria de estranhar...

7 de outubro de 2010

A DOUTRINA DO CHOQUE OU A DOUTRINA DA ESPERANÇA

O documentário que assistirá abaixo foi produzido por Naomi Klein, estrela do movimento antiglobalização desde que escreveu “No Logo”, onde denuncia a cultura do consumismo e as relações de poder entre as grandes corporações e os trabalhadores.
A jornalista canadiana publicou o livro: “A Doutrina do Choque”, onde faz considerações sobre o que chama “capitalismo do desastre”. Para Klein, é essa filosofia da força e poder que determina as relações políticas e sociais dos dias de hoje.
Para defender a sua tese, a autora relembra a terapia do choque, usada pela psiquiatria nos anos 40, que permitia, a partir do uso do choques elétricos em pacientes, “limpar” a mente dos doentes, de modo que pudesse ser trabalhada pelos médicos de maneira supostamente saudável.
Nos anos 50, a CIA, agência americana de inteligência, apropriou-se do método para interrogatório, levando as pessoas a passarem por situações que causassem choques psicológicos.
Na economia, a doutrina do choque é apresentada como uma filosofia de poder que aponta os períodos subsequentes a grandes tragédias, segundo a escritora, como a oportunidade ideal para impor ideias radicais do livre mercado a sociedades em estado de choque com os desastres. Foi assim com o massacre de Tiananmen. Foi assim com o colapso da União Soviética. O 11 de setembro de 2001. A guerra contra o Iraque, O Tsunami asiático. O furacão Katrina em Nova Orleans.
Naomi Klein é uma voz importante na comunidade internacional, muito embora eu fique um pouco inquiento com a sua visão maniqueísta da política contemporânea. Mas o seu raciocínio no documentário abaixo fez-me pensar sobre como a doutrina do choque se aplica com muita frequência à vida religiosa nos dias de hoje. É algo que me afecta directamente por um motivo simples: sou cristão, adventista do sétimo dia, e acredito, portanto, na volta de Jesus. Actualmente, os adventistas estão fazendo um grande esforço para associar esse acontecimento a um futuro com esperança. Fico feliz de ver essa apresentação de modo tão clara e bíblica, devo no entanto reconhecer que há uma franja dentro da igreja que gostariam que a Vinda de Jesus fosse apresentada como “onde de choque de medo” que levasse as pessoas a alterem o modo de vida pelo “choque psicológico”, é importante os dirigentes serem guiados pelos Espírito Santo e não se deixarem manipular por essas franjas. Recordo a conversa que tive com um sacerdote Católico, não há muito tempo sobre algumas doutrinas erradas da Igreja Romana, respondeu com toda a honestidade "se alterassemos alguma coisa o povo não o permitiria". Mal está quando o "rebanho" guia o "pastor", digo eu.
Lamentavelmente, há ainda uma forte visão no Cristianismo moderno que se vale de recursos parecidos com a doutrina do choque denunciada por Naomi Klein. A apresentação da volta de Jesus não está ligada a um recomeço, mas ao fim dos tempos; o Armagedom seduz mais do que o Lar Celestial; o medo prevalece sobre o amor.
A tradição cristã registada na Bíblia é clara quanto ao poder libertador da devoção cristã. O próprio Jesus sentenciou: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Num outro texto, está escrito que “o amor lança fora o medo”. O esforço dos adventistas é apresentar o Cristianismo como um exercício de libertação para um futuro com esperança. A adoração pela conversão é esperança, a adoração pela imposição é inquisição!