6 de julho de 2010

10 MULHERES VÍTIMAS DE HOMICÍDIO POR DIA NO BRASIL

Entre 1997 e 2007, foram assassinadas em média 10 mulheres por dia, num total superior a 41.500 vítimas, de acordo com o Mapa da Violência no Brasil 2010, divulgado pelo Instituto Zangari. Os números mostram ainda que as taxas de homicídios femininos no Brasil, com um índice de 4,2 mortes por 100 mil habitantes, são mais altas do que as da maioria dos países europeus, cujos índices não ultrapassam os 0,5 por cada 100 mil pessoas.
Mesmo assim, e apesar de serem números alarmantes, ficam abaixo de nações como a África do Sul (25 por 100 mil) e da Colômbia (7,8 por 100 mil).
Algumas cidades brasileiras, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Estado do Rio de Janeiro, registam índices de homicídios de mulheres perto dos mais altos do Mundo. No total, são mais de 50 os municípios com índices de homicídios superiores a 10 por cada 100 mil habitantes. Em compensação, mais da metade das cidades brasileiras não registou uma única mulher assassinada durante cinco anos.
Outro contraste ocorre quando são comparados os estados brasileiros. Espírito Santo, o primeiro lugar no ranking, tem índices de 10,3 homicídios de mulheres por 100 mil. Já no Maranhão é de 1,9 por 100 mil “Os resultados mostram que a concentração de homicídios no Brasil é heterogénea, sendo difícil encontrar um padrão que permita explicar as causas”, afirma o pesquisador Júlio Jacobo Wiaselfisz, autor do estudo.

4 de julho de 2010

IGREJA CATÓLICA CONTRA O ECUMENISMO OU A FAVOR DA GUERRA?

Estão muito enganados os que pensam (Adventistas zelosos) que a Igreja Católica é apologista do Ecumenismo, representa muito bem esse papel, mas a sua alma não é de paz mas de guerra. Esse espírito está na sua genética como Igreja Romana, assim conquistou o mundo e assim terminará. Deixamos o artigo para os que se preocupam de forma discernida sobre este assunto. Este artigo está identificado.
“O adeus da Igreja ao espírito de Cruzada” é um refrão que corre há ao menos quarenta anos e que resume a concepção do mundo de um cristianismo que fez do diálogo “ecumenista” seu Evangelho. Esta visão repousa sobre uma distorção histórica e sobre uma deformação igualmente grave da doutrina da Igreja. No caso de um artigo de Giancarlo Zizola, publicado com este título no diário italiano La Repubblica de 7 de junho, acrescenta-se um impossível tentativa de atribuir ao próprio Papa reinante essa recusa histórica e doutrinária.

Bento XVI, como disse ele mesmo por ocasião de sua primeira audiência em 27 de abril de 2005, tomou esse nome não somente em honra de Bento XV, mas também e sobretudo para evocar a figura extraordinária do grande “Patriarca do monaquismo ocidental”, São Bento de Núrsia, que “constitui um ponto de referência fundamental para a unidade da Europa e uma lembrança poderosa das incontornáveis raízes cristãs de sua cultura e de sua civilização”. Mas quais são essas raízes cristãs que, para Bento XVI, assim como para seu predecessor João Paulo II, não somente os católicos mas os laicos também, tem o direito e o dever de defender? Estas raízes, ou se se prefere, os frutos dessas raízes, estão sob nossos olhos: são catedrais, monumentos, palácios, praças, ruas, mas também música, literatura, poesia, ciência, arte. Este mapa visível da memória está impresso no código genético de nossa civilização. Ora, as Cruzadas fazem parte, como as catedrais, da paisagem espiritual européia e exprimem a mesma concepção do mundo.

O historiador da arte Erwin Panofsky estudou a relação entre os vitrais góticos e a filosofia escolástica, notando que a luminosidade das catedrais medievais corresponde à transparência do pensamento de obras como a Suma Teológica de São Tomás de Aquino. Poder-se-ia mesmo acrescentar que da epopéia das Cruzadas transparecem a mesma luminosidade, a mesma beleza diáfana, o mesmo impulso em direção ao alto, a mesma força criadora das obras de São Tomás de Aquino e de Dante. As Cruzadas também fazem parte desse patrimônio de valores que, como escrevia João Paulo II, vem do Evangelho e se desenvolveram em coerência com ele (Memória e identidade) [e são totalmente opostas ao “espírito ecumênico” de Assis].

“Não se pode compreender as obras primas da arte nascidas na Europa nos séculos passados, se não se leva em conta a alma religiosa que as inspirou” afirmou Bento XVI em 18 de novembro de 2009. Poder-se-ia dizer a mesma coisa para as Cruzadas, que gravaram nos campos de batalha da Palestina essa mesma escala de valores que os arquitetos davam nessa época à pedra das catedrais. Nem as Cruzadas nem as catedrais podem ser compreendidas por aqueles que ignoram a maneira de pensar e, sobretudo, a fé vivida que animavam seus autores. Na catedral, o povo cristão se reunia em torno de um padre que, celebrando a Missa sobre um altar voltado para o Oriente, renovava sem efusão de sangue o mistério do Cristianismo: a Encarnação, a Paixão e a Morte de Jesus Cristo. Nas Cruzadas, esse mesmo povo tomava as armas para libertar a Cidade Sagrada de Jerusalém, sob o poder dos maometanos. O túmulo vazio do Santo Sepulcro era, assim como o Sudário, o testemunho vivo da Ressurreição e a relíquia mais preciosa da Cristandade.

A Primeira Cruzada foi pregada como meditação do apelo de Cristo que diz: “Se alguém quiser vir após mim, que negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt. 16, 24). Essa mesma Cruz, em torno da qual o povo das catedrais se reunia, era impressa sobre o uniforme dos cruzados e exprimia o ato pelo qual o cristão de dizia disposto a oferecer sua própria vida, pelo bem sobrenatural de seu próximo, empunhando as armas. O espírito das Cruzadas era, e permanece, o espírito do Cristianismo: o amor pelo mistério incompreensível da Cruz. Esse espírito e esse estado de alma, largamente documentados pelas fontes, não surgiam como um rio ameaçador do inconsciente coletivo do Ocidente, mas do ato livre dos simples indivíduos que, no decorrer dos séculos luminosos da Idade Média, respondem a um apelo que se dirige a seu conhecimento. A resposta a esse apelo pode ser considerada como uma “categoria do espírito” que não declina.

A história das Cruzadas não é um apêndice insignificante da história da Igreja, mas é estritamente ligada à história do Papado. As Cruzadas não são ligadas a um só Papa, mas a uma história ininterrupta de Pontífices, a maior parte deles santos, do Beato Urbano II, que promulgou a Primeira Cruzada, a São Pio V e o Beato Inocêncio XI, que promoveram “Ligas Santas” contra os turcos em Lepanto, Budapeste e Viena, entre os séculos XVI e XVII.

A Igreja nunca professou o pacifismo. O combate cristão, que é antes de mais nada, uma atitude espiritual, mas que inclui a possibilidade da legítima defesa, da guerra justa, até mesmo da “guerra santa”, pertence a tradição católica mais pura. Os que professam o ecumenismo e o pacifismo extremados esquecem que existem males mais profundos que os físicos e materiais e confundem as consequências ruinosas da guerra, no plano físico, com suas causas. Essas últimas são morais e remontam à violação da ordem, em uma palavra, ao pecado, que não pode ser vencido a não ser pela Cruz.

A Igreja tem inimigos, o que nós tendemos a esquecer pois nós perdemos essa concepção militante da vida cristã, fundada sobre a Cruz, que sempre caracterizou o Cristianismo. A perda desse espírito militante é a consequência do hedonismo e do relativismo em que numerosos homens da Igreja estão infelizmente mergulhados.

Bento XVI falou frequentemente de minorias “criativas”, poderíamos acrescentar “militantes”, pois a guerra atual é cultural e moral, e a confrontação se produz em termos de princípios de concepção do mundo. Pode-se militar pelo bem ou pelo mal, em um campo ou em outro, mas são apenas aqueles que militam que deixam seu traço nos acontecimentos históricos.

Zizola não deve se iludir: pode-se e deve-se escapar, na medida do possível, ao enfrentamento das armas, mas não se pode escapar ao enfrentamento das idéias. Aliás, as idéias que não se enfrentam, não se “encontram”, se fundem, formando, por sua vez, novas idéias sob o signo do indiferentismo e do sincretismo.

A Igreja é uma sociedade sobrenatural que tem a missão de anunciar uma Verdade que salva e liberta. Sendo uma instituição mergulhada no mundo, ela se serva, como é preciso, também de instrumentos políticos e diplomáticos, as a política é para ela um meio, jamais um fim. Na homilia de Nicósia, em 5 de junho, Bento XVI sublinhou também que o madeiro da Cruz é um sinal de esperança, de amos, de vitória. “Um mundo sem Cruz”– disse ele – seria um mundo sem esperança”. Da mesma forma, um mundo sem espírito de cruzada seria um mundo sem esperança, pois isso significaria a renúncia à luta para fazer da Cruz a salvação de um mundo em ruínas. (R.d.M.)

Para citar este texto:
Correspondance Européenne - "Adeus ao Espírito de Cruzada?"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=cronicas&artigo=espirito-cruzada〈=bra

PADRE AUSTRALIANO CONDENADO A QUASE 20 ANOS POR ABUSO SEXUAL

Um padre australiano foi hoje condenado a 19 anos e dez meses de prisão por ter abusado sexualmente de 25 menores entre 1968 e 1986, crimes considerados "sádicos" pela juíza.

Denham, de 67 anos, foi detido em 2008 devido a uma denúncia recebida em Abril de abusos sexuais contra rapazes, com idades entre os seis e os 17 anos, em várias escolas religiosas na capital australiana e em Nova Gales do Sul.
"Os indecentes assaltos aos rapazes foram persistentes e sádicos, o que supõe uma conduta criminal séria. As acções do acusado contribuíram para criar uma cultura de medo que tornou possível a ocorrência dos crimes e que ficassem impunes durante anos", indicou a juíza Helen Syme.
O padre - que pediu perdão - não soube explicar porque motivos abusou dos menores, apesar de ter afirmado que na altura sentia que ninguém podia resistir aos seus encantos.
"Tudo o que posso dizer é que sinto muito. Vejo-me como um pedófilo repugnante que se aproveitou do seu poder para abusar dos jovens", afirmou Denham durante o julgamento.
No entanto, a juíza não acreditou no arrependimento de Denham, que terá de cumprir um mínimo de 13 anos e dez meses de prisão.
Uma das mães das vítimas afirmou que a actuação do padre "arruinou famílias inteiras" e criticou a Igreja católica por não ter actuado antes

PAPA PEDE AOS FIEIS QUE AMEM PADRES APESAR DAS SUAS FRAQUEZAS

O Papa Bento XVI pediu neste domingo, na localidade italiana de Sulmona (centro), que os fieis amem os padres apesar de suas fraquezas, em uma referência implícita aos escândalos de pedofilia que abalam a Igreja católica.
"Amem seus bispos, amem seus padres: apesar de suas fraquezas, são uma presença apreciada na vida", afirmou Bento XVI, que acrescentou a palavra "fraquezas" no discurso escrito com antecedência.
Durante um encontro com 200 jovens, o Papa também denunciou a sociedade de consumo.
"A atual cultura de consumo tende a apegar o homem ao presente, a fazê-lo perder o sentido do passado, da história", afirmou. "Isso priva os homens da capacidade de se compreenderem, de perceber os problemas e de construir o futuro".
Também denunciou os "falsos valores e modelos ilusórios que são propostos aos jovens e que prometem encher suas vidas quando, na realidade, a esvaziam".
O Sumo Pontífice viajou a Sulmona, na região dos Abruzos, para comemorar o 800º aniversário do nascimento de um de seus predecessores, Celestino V (1209-1296), um dos poucos Papas que se demitiu depois de cinco meses de pontificado.

D. JANUÁRIO TORGAL FERREIRA, BISPO DAS FORÇAS ARMADAS DEFENDE OS DIREITOS DE GAYS E LÉSBICAS

Defensor de causas sociais D. Januário Torgal Ferreira defende não só os direitos civis de gays e lésbicas em entrevista ao Jornal i como também uma nova visão da Igreja sobre a homossexualidade.

Embora não concorde com o casamento porque o "entende como união", o ainda Bispo das Forças Armadas e de Segurança é demolidor em relação aos argumentos do Presidente da República, classificando a justificação da promulgação de "inadequada, inconveniente, injustificada e incoerente". Esclarecendo que "a sério que não vejo como é que uma situação crítica do ponto de vista económico-financeiro pode ser agravada com a legalização de um homem casar com um homem ou de uma mulher com uma mulher."
Mas também explica que não concorda com o casamento entre pessoas do mesmo sexo mas aceita que duas pessoas do mesmo sexo vivam juntas. E que tal situação não o choca de todo e que a única atitude que ele tem de ter nessa situação é de "respeitabilidade".

Na entrevista a situação dos gays católicos também é abordada por D. Januário Torgal Ferreira indicando que "São pessoas que põem problemas". E descreve o seu encontro com uma pessoa homossexual: "Uma pessoa que sofria loucamente, porque não era entendida, porque tinha uma orientação sexual que não é aceite socialmente. Alguém que se sentia só, escorraçado. Alguém que se escondia."

Embora com esta visão algo dramática, o Bispo é muito pragmático: não faz sentido falar de aceitar homossexualidade e não aceitar a sua prática. "Com certeza que um casal homossexual não é um teórico, não é? E os afectos traduzem-se por essa prática, por essa fusão psíquico-afectiva da unidade misteriosa que é o ser humano" conclui.

E vai mais longe: a Igreja tem de "entender" esta situação mas não a deve "sacralizar" com o matrimónio.

1 de julho de 2010

ANTÁRCTIDA: DEGELO SOBE NÍVEL DO MAR.

A redução do gelo na Antárctida Ocidental causa um aumento de 10% do nível do mar, segundo especialistas britânicos.

O SELECCIONADOR CARLOS QUEIROZ GANHA BEM. TANTAS CANSEIRAS!!!

O Presidente da República Aníbal Cavaco Silva recebe num ano aquilo que o seleccionador nacional recebe num mês. O ordenado de Carlos Queiroz corresponde a nada mais, nada menos do que 1,6 milhões de euros por ano. Ou seja cerca de 114 mil euros por mês (14 meses por ano), avança o "Correio da Manhã". Já o Presidente da República tem um vencimento anual pouco acima dos 106 mil euros, de cerca 7630 euros por mês.

Também José Sócrates recebe muito menos do que Carlos Queiroz. O primeiro-ministro português tem um vencimento anual que ultrapassa os 75 mil euros.