23 de maio de 2010

VEDE, COMO ELES SE AMAM!!!...

E finalmente em 13 Maio, festa de Nossa Senhora de Fátima, todos compreenderam como estão as coisas sobre o Terceiro Segredo e do nosso futuro. O Santo Padre, Bento XVI, na forma mais solene, na homilia da Santa Missa, celebrada no Santuário, esclareceu, apertis verbis, em poucas palavras, o que tinha já anunciado no avião indo a Portugal (como eu tinha tentado dizer antecipadamente).

O Corriere della Sera sintetizou assim as suas palavras: “Profecia de Fátima não se realizou ainda, haverá ainda guerras e terror”.

Mas a expressão usada pelo Papa é ainda mais significativa porque contém uma advertência a quem não quer ouvir e não quer entender. Ele disse textualmente: “Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída”.

Palavras de Bento XVI que – quem quer pode constatar – são a exata antitese das balelas que há anos, tristemente, o Cardeal Bertone vai propalando (sobretudo procurando me atacar). Eis, com efeito, o que dizia Bertone: “A profezia não está aberta para o futuro, ela se realizou no passado”.

Assim ele escreveu à a página 79 de seu livro, repetindo mil vezes isso naquelas páginas e também em entrevistas a jornais e tv, nas quais não hesitou a tratar com insolência quem simplesmente dizia a verdade e pedia amor pela Verdade e pela S.S. Mãe de Deus.

Agora, finalmente, o Papa falou e todos podem entender. Que Bertone, diante da evidência (e ao feio que fez, tenha se precipitado a contatar os vaticanistas para tentar uma tragi-cómica marcha à ré (sem fazer mea culpa), só aumenta a tristeza. Escreve André Tornielli no Giornale: “Agora Bertone adequou as suas palavras dizendo que a profecia pode estender-se também ao século XXI”.

Daqui a pouco ele dirá que ele sempre disse isso … Todo comentário é inútil. Basta constatar os muitos problemas que o atual Secretário de Estado causou ao Papa que mereceria ter, a seu lado, colaboradores à altura do dever e do momento histórico.

Colaboradores (digo isso também sobre os Bispos) que ajudam a sua missão. Colaboradores humildes e competentes como ele e não arrogantes e inadequados. Colaboradores que evidentemente não encontra.

Isto mostra a dramaticidade da situação da Igreja e a solidão do Papa. Por isso o gesto de 16 de Maio em Roma, o Regina coeli com o Papa, pode ajudá-lo: fazê-lo saber que o povo cristão está com ele. Que a Igreja está com ele. E que o ouve e o segue.

Ouve e segue antes de tudo o seu apelo à conversão, ao arrependimento e à penitência. Apelo que vale também para prelados e cardeais. Sobretudo para eles….

Inclusive para Bertone que poderia utilmente aproveitar, alcançando o limite de idade para dedicar-se à oração e à meditação sobre as advertências e a solicitude materna da Rainha do Céu.

De fato, as coisas deste mundo passam logo e para sempre (inclusive o poder, sobretudo, as mentiras). Somente a Verdade permanece, isto é, Jesus Cristo. Que é a Verdade feita carne.

E que disse: “Não há nada de oculto que não deva ser revelado. Nem coisa secreta que não venha à luz” (Mt. 10,26, Mc 4, 22, Lc 8, 17).


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Para citar este texto:
Antonio Socci - "Conselho a Bertone: mea culpa e penitência"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=conselho-a-bertone&lang=bra
Online, 22/05/2010 às 20:06h

22 de maio de 2010

CLERO TEM UM LOCAL DE ENCONTRO PARA O RITUAL SATANICO

O artigo que postamos está perfeitamente identificado e pode ser confirmado (clicar), o artigo está na íntegra e é inacreditável pela associação pedófilia/culto satânico.

Já a alguns dias, estou nos Estados Unidos a trabalho e, hoje, entrando em uma livraria caiu em minhas mãos um livro desconcertante. Trata-se da obra do Padre Malachi Martin que tem por título "Hostage to the Devil", publicado originalmente em 1976, e depois, de novo, em 1992.

Por que esse livro é desconcertante? Muito simplesmente porque o prefácio da sua segunda edição parece ter sido escrita hoje, exatamente apoiado nos fatos destes últimos meses de escândalos de pedofilia no clero católico, de anos atrás ou mais recentes.

O Padre Malachi Martin, foi um jesuíta antigo muito próximo colaborador do Cardeal Bea, durante o pontificado de João XXIII. Em seu livro, ele conta cinco casos típicos de possessões diabólicas, esclarecendo a real existência do Maligno, e aconselhando como evitar a sua penetração em nossas vidas. No prefácio à segunda edição desse seu volume, ele destacava o crescimento do fenômeno do satanismo, sua difusão capilar, sua penetração na sociedade e a exposição cada vez mais indefesa das crianças ao fenômeno satanista, em todas as suas expressões. Impressionou-me particularmente esta frase: "Pelo menos em três grandes cidades dos USA membros do clero têm à sua disposição pelo menos um coven (local de encontro para o ritual satânico) pedófilo, freqüentado e mantido exclusivamente para membros do clero".

A atenção posta por Malacchi Martin no fenômeno da pedofilia no clero católico era evidentemente incomum naqueles anos (1992), portanto só pode causar estupefação. E é extremamente interessante descobrir que o Padre Malacchi Martin considerava que as crianças de sexo masculino fossem preferidas pelos satanistas como substitutas do Menino Jesus, na típica inversão diabólica.

Neste ponto, corroborado por outro lado pela discutida, mas reveladora declaração do Papa Bento durante o vôo para Fátima em 12 de Maio passado, considero que tenha chegado o momento de falar também de um outro livro do Padre Malachi Martin. Trata-se do romance (de 1996) intitulado Windswept house (A Casa Varrida pelos Ventos). É inútil procurar esse livro em italiano, não o encontrareis! De fato, esse livro jamais foi traduzido, e provavelmente isso não aconteceu por acaso.

Esse volume me deixou muito curioso por causa de algumas citações encontradas na internet, assim há alguns meses encomendei uma cópia. O romance é vivido no Vaticano durante os anos noventa, e fala de modo bastante explícito de acontecimentos ligados ao pontificado de João Paulo II. Porém, o mais interessante é uma de suas três breves premissas históricas ocorridas do ano de 1963.

Que aconteceu naquele ano? Segundo o romance, em 29 de Junho de 1963, no Vaticano, e para ser mais preciso, na Capela Paulina foi celebrado um ritual satânico do qual participaram altos prelados, Bispos, simples sacerdotes e leigos. Segundo Malachi Martin tratava-se de realizar uma profecia do satanismo moderno que anunciava o advento da era de Satanás no momento em que um Papa tivesse assumido o nome de Paulo. O último Papa Paulo foi Camillo Borghese, morto em 1621. Em 21 de Junho de 1963 foi eleito Papa o Cardeal Montini, que assumiu o nome de Paulo VI. Malachi Martin conta, pois, que na noite entre 28 e 29 de Junho de 1963, uma semana após a eleição de Paulo VI, foi organizado esse ritual satânico no Vaticano, com a finalidade de entronizar Satanás no coração da Cristandade.

Os satanistas, porém, não podiam organizar um ritual completo: como teriam podido levar a vítima e o animal sacrifical ao Palácio Apostólico? Decidiram, pois, combinar dois ritos a serem celebrados ao mesmo tempo. Um, incruento, no Vaticano, na Capela Paulina, e um outro, cruento, a ser celebrado nos USA. Os ritos aconteceriam simultaneamente, e seriam sincronizados através de telefone. Quem oficiou no Vaticano? Martin não o diz. Fala apenas de Prelados, sacerdotes e leigos. Quanto ao rito paralelo, ele é mais claro e conta que aconteceu numa Igreja paroquial da Carolina do Sul, e quem o celebrou foi um tal "Bispo Leo". Um tal nome não deve ser casual. E, de fato, somente na diocese da Carolina do Sul encontramos, em 1964, o Bispo Ernst Leo Unterkoefler. Este, em 1963, já era Bispo titular de Latópolis, e participava ativamente do Concílio Vaticano II. Eis, pois, porque um Bispo de um estado periférico dos USA podia ter tão estreitas ligações no Vaticano, tanto que podia oferecer-se para organizar um tão abominável ritual. Mas prossigamos a narração do romance. O ritual será feito na Carolina do Sul através da violência sexual de uma menina, primeiro narcotizada e depois abusada. Na Capela Paulina, por sua vez, foi celebrado o ritual principal incruento, concluído pela leitura de uma espécie de "consagração" do Vaticano a Satanás.

Até aqui, poder-se-ia dizer que tudo isso são invenções, fantasias, criações horripilantes de um sacerdote apreciador de narrativas exageradas. Entretanto, dever-se-ia perguntar por que Bento XVI, em Junho passado, tornou a consagrar a Capela Paulina, e porque quis restaurá-la, eliminando o altar antigo e fazendo construir um outro completamente novo. E poder-se-ia também perguntar por que o Padre Amorth, ainda recentemente, tenha reafirmado que no Vaticano há satanistas. Esta história também poderia explicar muito bem a famosa "fumaça de Satanás" da qual falou Paulo VI, provavelmente quando veio a saber, anos depois, daquele acontecimento.

De todo modo, eu faria questão de acrescentar que Padre Martin foi dos poucos que tiveram o privilégio de conhecer o Terceiro Segredo de Fátima, precisamente por meio de um daqueles que o leram em 1959, o Cardeal Bea, do qual ele era secretário. E ainda Malacchi Martin, mais adiante, em seu romance Windspwept house, contava, certamente, na ficção do romance, quanto se segue:

"De repente, se tornou indiscutível que, agora, durante este papado, a organização da Igreja Católica Romana trazia dentro de si uma permanente presença de clérigos que cultuavam Satanás e o apreciavam; Bispos e Padres que se sodomizavam mutuamente e sodomizavam meninos; freiras que praticavam os 'rituais negros' da wicca, e que viviam em relações lésbicas... [dentro e fora dos seus conventos. Subitamente, ficou claro que durante esse pontificado, a estrutura da Igreja Católica Romana tornara-se um lugar no qual] todo dia, inclusive aos domingos e dias santos, atos de heresia e blasfêmia [ de ultraje e de indiferença] eram cometidos e permitidos nos Altares sagrados por homens que haviam sido chamados pare serem padres. Atos e ritos sacrílegos não só eram praticados diante dos sagrados altares, mas tinham a conivência, ou pelo menos a tácita permissão de alguns Cardeais, Arcebispos e Bispos...[De repente causou escândalo porque ficou conhecida a lista de Prelados e sacerdotes envolvidos nisso.] O seu número no total era minoritário - algo como de um a dez por cento dos eclesiáticos. Mas, dessa minoria, surpreendentemente muitos ocupavam altas posições ou níveis [ de grande autoridade na chancelarias, seminários e universidades]... Os fatos que conduziam o Papa a um novo nível de sofrimento eram principalmente dois: os sistemáticos laços organizativos – noutras palavras, a rede - que fora estabelecida entre certos grupos de clérigos homossexuais e covens satanistas. E a desordenada potência e influência dessa rede."(pp.492-493. Os textos entre colchetes foram saltados pelo autor do artigo e colocados pelo tradutor do artigo ao português).

Sabemos todos que freqüentemente se escolhe a via narrativa para contar fatos que seria melhor não revelar e para os quais dificilmente se conseguiria obter crédito. Entretanto, alguém me deve explicar como foi possível que Padre Malachi Martin tivesse diante de si um claríssimo quadro da situação da Igreja Católica e de uma parte da sua hierarquia, numa época na qual não se clamava ainda contra o escândalo pedófilo, quando ninguém falava dele, e quando ninguém tomava providências contra ele. Mas, sobretudo, por que Padre Malachi Martin ligava a Satanás e a seu culto o desvio moral de uma parte da Igreja?

Muito provavelmente Malachi Martin teria compartilhado as palavras do Santo Padre com relação à verdadeira natureza do Terceiro Segredo: "hoje nós o vemos de modo realmente aterrorizante e que a maior perseguição à Igreja não vem dos inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja. E que a Igreja tem pois profunda necessidade de reaprender o que é a penitência, aceitar a purificação, aprender o perdão, mas também a necessidade da justiça." Se bem que sejam muitas as resistências que o Santo Padre sofreu e muitas as cumplicidades de silêncio ( as “omertà”) também do mundo da informação que parece preferir - e talvez por cumplicidade - a vulgata [ a interpetração simplista] do Cardeal Bertone à evidência quer dos fatos, quer também das palavras do Papa, creio que seja já dificilmente discutível que o Terceiro Segredo fale exatamente dessa conexão entre Satanismo e uma parte minoritária do clero católico dedicado a atos abomináveis. Quem sabia disso, como o Padre Malachi Martin, procurou toda a sua vida lançar sinais, indicar o elemento perturbante e horripilante do qual nasce a perseguição da Igreja. Ele permaneceu não acreditado e morreu em 1999, antes que explodisse nos Estados Unidos o escândalo pedófilo em todo o seu horror. Padre Malachi Martin celebrou durante toda a sua vida a Missa segundo o rito antigo. Hoje não podemos não considerá-lo uma espécie de profeta, um escritor e um sacerdote, um exorcista enfim, que há muito tempo proclamava a necessidade de uma purificação da Igreja sem demonizar o Vaticano II e sem exaltá-lo, a fim de transformar a Igreja Católica numa sucursal do Protestantismo.

O equilíbrio e a longa previdência do Padre Malachi Martin residiam talvez na sua capacidade de observar e contar fatos. E esses fatos, hoje, nos reconduzem à pergunta ainda sem resposta: por que não foi revelado completamente o Terceiro Segredo de Fátima?


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Para citar este texto:
Francesco Colafemmina - "Padre Malachi Martin e o Terceiro Segredo de Fátima"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=papa&artigo=malachi-fatima-segredo&lang=bra
Online, 22/05/2010 às 19:01h

15 de maio de 2010

ROCK IN FATIMA: UM CONCERTO À IDOLATRIA.

Em 1982, tive a oportunidade de ser convidado a uma missa na capela particular do papa, em Roma, celebrada por João Paulo II. Presentes estavam o alto clero, dirigentes políticos, gente famosa e de prestigio. Eu, seguramente, o mais humilede e anónimo de todos. Quando soou o momento do papa entrar todos nos colocámos de pé. Pensei que isso era normal, deixou de o ser quando vi toda aquela gente prestigiada, como loucos a lançarem-se uns sobre os outros para beijar a mão do papa. Eu, fui uma das pessoas a quem ele dirigiu a mão. Disse-lhe respeitosamente que a minha adoração ia exclusivamente para o Senhor do Céu, ele lentamente baixou a mão e foi-se embora.
O que vos conto foi visto repetidamente na estadia deste papa a Portugal, como se alguma graça daí adviesse, todos lhe beijavam a mão como se de Deus se tratasse! Deixo o relato tipico dos que pouco ou nada virados para a Palavra de Deus, têm nestas coisas a sua devoção.
Maria Amélia Pinto de Barros, portuense de 75 anos, casaco de caxemira, gola de vison, carteira Vuitton e cabelo impecável (é gerente comercial reformada, informa) vem aqui "desde bebé". Porquê? "Sei lá. Talvez porque os meus pais me trouxeram. Sou do tempo em que era tudo lama, e não havia onde ficar, dormíamos no carro. Agora... É quase uma romaria, para não dizer que é mesmo uma romaria." Sorri. "Tenho dito: agora vou ouvir o Papa." Bento XVI lê uma mensagem e dirige-se a seguir, de novo no papamóvel, para o cimo do recinto, para a nova Igreja da Santíssima Trindade.

Lá dentro, espera-o uma assembleia composta sobretudo por religiosos e religiosas. Mas quando o Pontífice entra o templo é um cenário de concerto pop: palmas e gritos, pessoas em pé sobre o espaldares das cadeiras e dezenas de telemóveis ao alto, a filmar e a fotografar.

Não chega contemplar e sentir, parece, nem sequer entre aqueles a quem a seguir o Papa vai falar, na sua voz pausada, agora cada vez mais rouca, às vezes quase inaudível, ningém  saber escutar com o coração e do coração não vem nada...nem exemplo!

12 de maio de 2010

NENHUMA FORÇA EXTERIOR DESTRUIRÁ A IGREJA: A INQUISIÇÃO É OBRA DA I.C.ROMANA

O ponto alto da tarde foi a missa no Terreiro do Paço, seguida por mais de 80 mil pessoas. Na sua homilia, o Papa Bento XVI lembrou que “nenhuma força exterior vai destruir a Igreja”. É claramente ridícula tal afirmação, se cair será em consequencia de uma doutrina anti-bíblica e dos abusos que tem praticado ao longo da história; pense-se na Inquisição, cruzadas e pedofilia!
Durante a manhã, o Papa reconheceu a responsabilidade desta nos crimes de abusos sexuais. “O perdão não substitui a justiça”, afirmou. Lindo de dizer! Mas que ou qual justiça?
Por seu lado o cardeal patriarca de Lisboa, dom José Policarpo, dirigiu-se a Bento XVI dizendo que a sua presença “é um convite a aprofundar e a tornar mais radical a nossa fidelidade". E acrescentou: "Todos nós, mas sobretudo os nossos jovens, precisam, além da clareza das palavras, de testemunhas vivas da fé." Creio que o cardeal José Policarpo está a fazer um exame introspectivo, basta pensar que quando foi investido de Cardeal em Roma, foi filmado a fumar e a beber. Lindo exemplo!
Em relação às viagens de Bento XVI no “Papamóvel”, houve quem se queixasse da rapidez com este passou pelas principais avenidas de Lisboa. No final da noite, três mil jovens cantaram uma seranata ao Papa, que veio à varanda e lhes agradeceu a sua “participação activa e numerosa”.