15 de maio de 2010

ROCK IN FATIMA: UM CONCERTO À IDOLATRIA.

Em 1982, tive a oportunidade de ser convidado a uma missa na capela particular do papa, em Roma, celebrada por João Paulo II. Presentes estavam o alto clero, dirigentes políticos, gente famosa e de prestigio. Eu, seguramente, o mais humilede e anónimo de todos. Quando soou o momento do papa entrar todos nos colocámos de pé. Pensei que isso era normal, deixou de o ser quando vi toda aquela gente prestigiada, como loucos a lançarem-se uns sobre os outros para beijar a mão do papa. Eu, fui uma das pessoas a quem ele dirigiu a mão. Disse-lhe respeitosamente que a minha adoração ia exclusivamente para o Senhor do Céu, ele lentamente baixou a mão e foi-se embora.
O que vos conto foi visto repetidamente na estadia deste papa a Portugal, como se alguma graça daí adviesse, todos lhe beijavam a mão como se de Deus se tratasse! Deixo o relato tipico dos que pouco ou nada virados para a Palavra de Deus, têm nestas coisas a sua devoção.
Maria Amélia Pinto de Barros, portuense de 75 anos, casaco de caxemira, gola de vison, carteira Vuitton e cabelo impecável (é gerente comercial reformada, informa) vem aqui "desde bebé". Porquê? "Sei lá. Talvez porque os meus pais me trouxeram. Sou do tempo em que era tudo lama, e não havia onde ficar, dormíamos no carro. Agora... É quase uma romaria, para não dizer que é mesmo uma romaria." Sorri. "Tenho dito: agora vou ouvir o Papa." Bento XVI lê uma mensagem e dirige-se a seguir, de novo no papamóvel, para o cimo do recinto, para a nova Igreja da Santíssima Trindade.

Lá dentro, espera-o uma assembleia composta sobretudo por religiosos e religiosas. Mas quando o Pontífice entra o templo é um cenário de concerto pop: palmas e gritos, pessoas em pé sobre o espaldares das cadeiras e dezenas de telemóveis ao alto, a filmar e a fotografar.

Não chega contemplar e sentir, parece, nem sequer entre aqueles a quem a seguir o Papa vai falar, na sua voz pausada, agora cada vez mais rouca, às vezes quase inaudível, ningém  saber escutar com o coração e do coração não vem nada...nem exemplo!

12 de maio de 2010

NENHUMA FORÇA EXTERIOR DESTRUIRÁ A IGREJA: A INQUISIÇÃO É OBRA DA I.C.ROMANA

O ponto alto da tarde foi a missa no Terreiro do Paço, seguida por mais de 80 mil pessoas. Na sua homilia, o Papa Bento XVI lembrou que “nenhuma força exterior vai destruir a Igreja”. É claramente ridícula tal afirmação, se cair será em consequencia de uma doutrina anti-bíblica e dos abusos que tem praticado ao longo da história; pense-se na Inquisição, cruzadas e pedofilia!
Durante a manhã, o Papa reconheceu a responsabilidade desta nos crimes de abusos sexuais. “O perdão não substitui a justiça”, afirmou. Lindo de dizer! Mas que ou qual justiça?
Por seu lado o cardeal patriarca de Lisboa, dom José Policarpo, dirigiu-se a Bento XVI dizendo que a sua presença “é um convite a aprofundar e a tornar mais radical a nossa fidelidade". E acrescentou: "Todos nós, mas sobretudo os nossos jovens, precisam, além da clareza das palavras, de testemunhas vivas da fé." Creio que o cardeal José Policarpo está a fazer um exame introspectivo, basta pensar que quando foi investido de Cardeal em Roma, foi filmado a fumar e a beber. Lindo exemplo!
Em relação às viagens de Bento XVI no “Papamóvel”, houve quem se queixasse da rapidez com este passou pelas principais avenidas de Lisboa. No final da noite, três mil jovens cantaram uma seranata ao Papa, que veio à varanda e lhes agradeceu a sua “participação activa e numerosa”.

FOME: TRAGÉDIA HUMANA

A "tragédia humana" provocada pela fome em todo o mundo está a passar ao lado das preocupações dos políticos, acusou hoje, em Roma, o diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Até ao final do ano, a FAO vai organizar um programa televisivo em Portugal para recolha de fundos que serão destinados aos países lusófonos. Um dos objetivos da organização passa por recolher um milhão de assinaturas contra a fome.
Jacques Diouf, que intervinha na reunião da FAO em que foi lançada oficialmente uma campanha global contra a fome, salientou que o mundo gasta anualmente "mais de um trilião de dólares" no comércio de armas, mas que "cerca de um bilião de seres humanos passa fome todos os dias".
"Um homem com fome é um homem furioso", frisou Diouf, confessando que também ele está furioso com a insensibilidade dos políticos.
"Temos hoje entre nós, uma tragédia humana de grandes proporções - mas a maioria dos políticos vira a cabeça para o lado", acusou.
Para ilustrar as suas palavras, Jacques Diouf sublinhou que a cada seis segundos uma criança morre de doenças relacionadas com a fome.
"São mais de cinco milhões de crianças por ano", destacou.

A fome e a política
Interpelando os líderes mundiais, o diretor geral da FAO confessou: "Isto faz-me perder a cabeça. A verdade é que nos últimos 30 anos o que os líderes mundiais têm vindo a fazer de facto é menos do que nada".
Jacques Diouf lamentou, por outro lado, que a ajuda internacional à agricultura nos países em desenvolvimento, desde meados dos anos 80, em vez de aumentar os apoios destinados a ajudar as pessoas pobres na produção de alimentos, cortou-os quase para metade.
"Diminuiu cerca de 43 por cento", frisou.
Jacques Diouf anunciou ainda que em setembro próximo se desloca a Nova Iorque para participar na Cimeira das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, onde será feita a avaliação dos progressos alcançados para atingir os objetivos definidos pelas Nações Unidas em 2000.
Um mês depois, garantiu, entregará aos líderes mundiais a petição eletrónica que hoje começou a circular, a www.1billionhungry.org, para dizer, frisou, "que estamos fartos de viver num mundo faminto".

Recolha de fundos para CPLP
A FAO, através do seu escritório em Lisboa, vai organizar no final deste ano um programa televisivo para recolha de fundos que serão destinados aos países lusófonos, adiantou hoje uma responsável da organização.
Guilhermina Teixeira, responsável pelo escritório de informação do organismo das Nações Unidas em Lisboa, com sede nas instalações do Ministério dos Negócios Estrangeiros, explicou à Agência Lusa que a organização da recolha de fundos para os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) será "um dos grandes objetivos" para 2010.

10 de maio de 2010

AS ÚLTIMAS DESGRAÇAS!!!

O Benfica acabou de se sagrar campeão nacional de futebol. O Papa Bento XVI está de pantufas e ceroulas emaladas e pronto para aterrar em Portugal com Fátima como destino principal. O nosso Fado segundo muitos está traçado: Bancarrota!
Metade do país vai estar toda a semana a festejar o título. A outra metade não vai querer ler jornais e muito menos ver noticiários porque não quer assistir à festa do mesmo título, pelo que estará alheada de todo e qualquer acontecimento digno de notícia. Eu próprio acabei de ver um senhor gritar a plenos pulmões na SIC Noticias com uma boca que provavelmente já não via um dentista desde que o Benfica ganhou o último campeonato. Parecia parte das grutas de Mira de Aire. Basta.
Grande parte destas duas metades vai andar a correr atrás do Papamóvel a abanar o lenço branco ou a aproveitar a tolerância com que o governo agraciou os funcionários públicos para ir laurear a pevide até à praia ou ao Centro comercial.
Já a outra vai estar a festejar a Queima das Fitas em diversos pontos do país e mais do que provavelmente alcoolizada. Ou com uma ressaca tal que dificilmente irá perceber porque acordou nua num galinheiro com uma Catatua colombiana pendurada no ombro quanto mais lembrar-se de que a economia do país entrou em colapso.
Ou seja, esta será, pelo menos para este Governo se é que isto se pode dizer, a semana ideal para o país entrar na bancarrota sem grandes dramas ou alaridos. Venha ela.
Um pouco de humor, faz bem, alimenta os espíritos que se preparam para ir passar férias para o inferno!
"Deixa os mortos, enterrar os mortos, tu vem e segue-me!"