15 de abril de 2010

TODA A EUROPA SOB A AMEAÇA DA NUVEM SECA.

Os aeroportos situados no norte da Europa estão inactivos devido ao encerramento do espaço aéreo europeu.
O tráfego aéreo no norte da Europa encontra-se encerrado afectando directamente aeroportos em Inglaterra, França, Bélgica, Holanda e todos os países escandinavos, podendo vir a afectar também alguns aeroportos alemães que, para já, continuam a operar. Esta situação, que resulta da presença de uma enorme nuvem de cinzas vulcânicas espalhada sobre o norte do continente europeu, numa área de 16 quilómetros, devido à erupção de um vulcão na Islândia, poderá manter-se durante os próximos dias, aumentando ainda mais a confusão que reina já nos diversos aeroportos internacionais onde os passageiros se amontoam à medida que vão sendo cancelados os voos para os destinos agora interditos. Só até à meia-noite desta quinta-feira deverão ter sido cancelados 5000 voos no continente europeu.
Inicialmente coram apenas os aeroportos britânicos a encerrar, o que obrigou ao cancelamento dos voos de e para o Reino Unido, mas esta situação agravou-se a partir do momento em que a nuvem de cinzas vulcânicas aumentou as suas dimensões obrigando ao encerramento do tráfego aéreo num maior número de países europeus. De acordo com um porta-voz da Eurocontrol, a agência europeia intergovernamental de segurança aérea, "a necessidade de manter a segurança no espaço aéreo europeu determinou o encerramento do espaço aéreo em vários países, numa situação que só sofrerá alterações caso sejam repostas as condições de segurança".
Esta situação alargou-se já ao início da tarde aos principais aeroportos franceses, tendo a autoridade de Aviação Civil de França informado que o principal aeroporto de Paris e mais de 20 outros no país estão encerrados. Foram igualmente cancelados todos os voos na Noruega, Suécia Dinamarca e Finlândia, por causa da possibilidade das cinzas poderem provocar danos nos motores das aeronaves. Por seu turno, o porta-voz da British Airways, John Lampl, confirmou que vários voos com partida dos EUA com destino a Heathrow, o maior aeroporto da Europa em volume de tráfego, foram obrigados a regressar aos aeroportos de origem a partir do momento em que foi determinado o encerramento do espaço aéreo britânico.
Cinzas podem fazer parar os motores das aeronaves.
As cinzas atiradas para a atmosfera em resultado de erupções vulcânicas podem ter graves consequências para os aviões que se virem obrigados a atravessar as respectivas áreas de influência. Isso mesmo foi verificado há alguns anos quando um Boeing 747, na Indonésia, perdeu os seus quatro motores quando atravessou uma nuvem de cinzas provocada por um vulcão em actividade naquele país asiático. Segundo os técnicos da aviação civil, as partículas rochosas e mesmo pedaços de vidro que se encontram nestas nuvens podem provocar graves avarias nos motores, mas também nos depósitos de combustível, o que pode mesmo resultar na possível queda dos aviões, pelo que a única medida adequada para esta situação é o encerramento do tráfego aéreo.
Esta é a segunda erupção vulcânica na Islândia em menos de um mês, registada na área gélida do glaciar de Eyjafjallajokull, no sul daquele país, uma erupção que levou já as autoridades islandesas a evacuar entre 700 e 800 pessoas que foram retiradas das suas casas numa região pouco povoada a 125 quilómetros a leste de Reykjavik. Estas evacuações resultam não tanto da erupção vulcânica, mas sim das cheias provocadas pelo degelo resultante do calor vulcânico.

TERRAMOTO NA CHINA: O NÚMERO DE MORTOS AUMENTA

Já passa de 800 o número de mortos e mais de 300 pessoas são consideradas desaparecidas após o terremoto de 6,9 graus da escala Richter que atingiu a China na região que faz fronteira com o Tibete. As buscas sob os escombros continuam e soldados, médicos e ajuda humanitária começam a chegar ao local, mas ainda faltam remédios, tendas e cobertores para feridos. Este foi o mais forte tremor registrado na região em 34 anos.

14 de abril de 2010

A INQUISIÇÃO PORTUGUESA: PENAS PECUNIÁRIAS.

Sobre este assunto (ver temas anteriores CLICAR) destacaremos do Manual dos Inquisidores isto:
“Afora as penitências, pode o inquisidor impor penas pecuniárias, pela mesma razão pode ordenar peregrinações, jejuns, preces, etc. estas multas devem ser empregadas em obras pias, tais como a conservação e sustentação do Santo Ofício. Com efeito, é justo que a Inquisição faça pagar as suas despesas à custa daqueles que são levados perante o seu tribunal; pois, segundo São Paulo, cap. 9, Epístola aos Coríntios, ninguém esta obrigado a fazer a guerra à sua custa, nemo cogitur sipendiis suis militare… De todas as obras pias, sendo mais útil o estabelecimento e manutenção da Inquisição, sem dificuldade podem ser aplicadas as multas à sustentação dos inquisidores e seus familiares, e não devemos crer que esta aplicação só deva ter lugar em caso de necessidade; pois é muito útil e muito vantajoso à fé cristã que os inquisidores tenham muito dinheiro, a fim de poderem manter e pagar bem aos seus familiares para procurarem e prenderem os hereges…”
“Se os hereges, penitentes antes da sentença, não perdem seus bens, não é senão por pura bondade que lhos deixam, bem como a vida; pois mereciam perder uma e outra coisa. Com efeito, os bens de um herege cessa de lhe pertencer, e são confiscados só pelo facto.”
“A comiseração com os filhos do culpado, que fica reduzido à mendicidade, não deve adoçar esta severidade, pois os filhos, pelas leis divinas e humanas, são punidos pelas faltas de seus pais.”
“Os filhos dos hereges mesmo sendo católicos, não são exceptuados desta lei, nem se lhes deve deixar coisa alguma, nem mesmo a legítima, que parece pertencer-lhes de direito natural.”
“Contudo, os inquisidores poderão, por favor, prover na subsistência dos filhos dos hereges. Farão aprender um ofício aos rapazes, e porão as filhas a servir alguma mulher de consideração da cidade. Quando àqueles cuja idade ou débil saúde os prive de ganharem a sua vida, dar-lhe-ão algum leve socorro!”
“Depois da morte de um herege, também se podem declarar os seus bens sujeitos a confiscação, e privar deles os seus herdeiros, ainda que esta declaração não tenha sido feita durante a sua vida.”
“Pode-se proceder contra um herege depois da sua morte, e declará-lo tal, com o fim de confiscar seus bens, ad finem confiscandi, arrebatá-los aos que os possui até terceira mão, e aplicá-los em proveito do Santo Ofício.”
“Se um acusado, depois de morto, é absolvido, isto não obstará que com o tempo se não possa recomeçar o seu processo. Por amor da fé, em causas de heresia, nunca uma sentença de absolvição deve ser considerada como um juízo definitivo.”
“Quando aos inquisidores se apresentarem hereges, excomungados, contumazes, e por conseguinte privados de seus bens, poderão admiti-los à penitência, mas não à restituição dos mesmos bens!!”
E era desta “qualidade” um tribunal que não passava no pondo de vista religioso da mais nefanda e vil das monstruosidades, que era o meio infame de se apoderarem os inquisidores das riquezas dos outros em proveito próprio, e um recurso sempre aberto à vingança de todos os inimigos que qualquer podia ter, ou por seus talentos ou por suas riquezas, ou até… por preferências obtidas na simpatia de uma mulher… como tantas vezes sucedeu!
Creio que se poderá compreender melhor toda este surgimento de escândalos, é atávico? Não! É diabólico.

9 de abril de 2010

NITEROI: CALAMIDADE PUBLICA!!!

Quem tem acompanhado as notícias do que se passa em Niterói, não pode ficar indiferente. Mães que clamam os seus filhos soterrados; pais que choram a perda de toda a família; crianças salvas por um familiar que pereceu para a salvar no último instante. Faz doer o coração! Saber que 300 é o número estimado de mortos (182 estão confirmados) da intempérie que se abateu sobre o Rio de Janeiro. Prefeitura de Nitéroi declarou estado de calamidade pública.
Calamidade pública, tornou-se “lugar comum” resultante das situações graves que se multiplicam a nível mundial. Os governantes durante décadas têm exigido conhecimento para resolver os problemas da humanidade. O conhecimento tem-se multiplicado, de ano para ano, mas também se multiplicaram os problemas. O conhecimento adquirido pelo mundo é de natureza errada, não reconhecem a Deus, não tem lugar para Cristo. Cristo continua no entanto, a ser o Único caminho, verdade e vida. Como seria tão diferente o mundo se Cristo fosse procurado em primeiro lugar? Estou certo, que haveria mais conhecimento intelectual e espiritual; haveria menos cataclismos – muitos dos que sofrem são vítimas de habitarem em lugares miseráveis -; haveria um espírito fraterno e de respeito por Deus e pelo próximo; respeito pela própria natureza. O mundo seria melhor e não haveria tantas declarações de calamidade pública. Rumores do Fim!

8 de abril de 2010

TEMPOS DIFÍCEIS E EXIGENTES

“É algo sombria esta Semana Santa, que nos toca viver. Num cenário de crise económica, a exigir sacrifício da parte de todos. Com a divulgação obsessiva dos escândalos de abuso sexual de menores no seio da Igreja, que põem em causa a sua credibilidade. O próprio Papa, corajoso e rigoroso na análise desses escândalos, é alvo de ataques.
Ora, a mensagem da Páscoa da Ressurreição vem mesmo a propósito para esta situação, incutindo esperança e coragem, para enfrentar as dificuldades da vida, com a certeza da vitória final. Em Cristo Ressuscitado já vencemos todos os obstáculos, que impedem uma vida com abundância, como prometeu a quem seguir fielmente o Seu caminho, que é de Paixão e Morte, como «passagem» para a Ressurreição, isto é, para a plenitude da vida e da felicidade.
1. Na capela do Convento de S. Gonçalo em Angra, venera-se um Crucifixo do século XVI, que tem o nome de «Divino Imperador». O Crucificado de braços abertos empunha o ceptro e tem na cabeça a coroa do Espírito Santo, as tradicionais insígnias das festas populares em honra do Divino Espírito Santo, que se realizam nos Açores, apenas inicia o Tempo Pascal.
O Crucifixo do «Divino Imperador» é realmente um ícone extraordinariamente expressivo do que significa e implica o Mistério Pascal de Cristo, na sua dupla dimensão de Paixão-Morte e Ressurreição-Ascensão-Pentecostes. A Paixão e Morte são «passagem» - Páscoa – para a Ressurreição da libertação total e definitiva. Pela efusão do Espírito Santo, que Jesus prometeu enviar e envia, qual Paráclito, que vem em nossa ajuda.
Pela Ressurreição, Jesus passa a ter um novo tipo de presença, no meio dos Seus: uma presença «espiritual» - invisível, mas real – precisamente porque se realiza, através do Espírito Santo, o Amor em Pessoa, que torna possível a verdadeira fraternidade.
2. Por isso, a Páscoa da Ressurreição é a festa da esperança. Em Cristo Ressuscitado já vencemos o mal e a raiz de todos os males que é o pecado. Aqui está o fundamento da esperança, que nos compromete. Certos de que, seguindo os «passos» de Jesus, também nós alcançaremos a vitória final da vida.
A vida humana, com todas as suas lutas e crises, tem, pois, uma meta, um rumo, um sentido. Não só no Além. Também hoje, aqui e agora. O futuro da humanidade é o «Império do Espírito Santo». Que não se constrói sem sacrifício, sem luta.
Os tempos, que se avizinham, vão ser são difíceis e exigentes. Não se sabe se, depois desta crise, surgirá um novo modelo de desenvolvimento, ou se, com pequenos ajustes, tudo voltará como antes. Uma coisa é certa, não poderemos continuar a viver acima das nossas possibilidades. Por isso, chegou a hora de alguns acertos na nossa vida. Mesmo que custe, é possível alcançar a meta de uma vida equilibrada e saudável; é possível uma sociedade mais justa e fraterna.
3. Há semanas, estive um Bruxelas, integrado numa delegação da Conferência Episcopal Portuguesa. Tive a oportunidade de verificar como se está a forjar uma nova Europa, sem fronteiras, nem discriminações. Neste Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social e no Ano dedicado aos Açores como Região Europeia, queremos encher-nos de coragem e de esperança, para ajudarmos a construir uma Europa desenvolvida, ancorada nos valores, que estão na sua origem.
A preponderância da legislação europeia e a abolição de fronteiras reclamam a afirmação das especificidades locais. Se os Estados já mandam pouco e, cada vez mandarão menos, quem manda então? São os cidadãos. Isso exige a revitalização da sociedade civil, que não se esgota no empenhamento político-partidário. Há tantas outras formas de intervir na sociedade e de contribuir para o bem comum.
Mãos à obra! Cristo ressuscitou! É possível ultrapassar a presente crise. Se nos dermos as mãos e arregaçarmos as mangas, para enfrentarmos o que der e vier. Daqui a dias vêm as festas do Espírito Santo, que exprimem, de forma tão significativa, a utopia da «Civilização do Amor». Que ainda não existe, de forma completa, em nenhum lugar, mas que é possível alcançar, na medida em que vivermos, cada vez mais e melhor, sob o «Império do Espírito Santo», que é o Reino de justiça, amor e paz.
Logo a seguir, teremos a visita do Papa, que vem «confirmar os irmãos na fé». Com a lucidez da sua doutrina. E a coerência da sua vida. E, sobretudo, com a missão específica de supremo pastor da Igreja, que «preside na caridade». Na sua recente Encíclica, Bento XVI explica-nos que o caminho da fraternidade universal é a «Caridade na Verdade», que tem a sua fonte em Deus. Aqui estão a nossa força e a capacidade, para construir um mundo mais humano e fraterno.
Feliz Páscoa, na alegria e esperança de Cristo Ressuscitado, possibilidade divina das impossibilidades humanas!”.

Bispo de Angra e de Ilhas dos Açores
António Sousa Braga

A IGREJA CATÓLICA NORUEGUESA

A Igreja Católica Norueguesa divulgou no seu site, e o Vaticano confirmou, que o ex--arcebispo George Müeller, de Trondheim, renunciou ao cargo em Junho passado depois de se ter descoberto que tinha abusado sexualmente de um acólito, há 20 anos.
"Em primeiro lugar quero expressar a minha compaixão para com a vítima e, depois, a vergonha que a Igreja sente. Gostaria de salientar que Müeller actuou contra todas as orientações e promessas que fez", afirmou, num comunicado, Bernst Eidvig, arcebispo de Trondheim e Oslo, afirmando que falava em nome de Joseph Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Este caso, revelado agora pelo jornal ‘Adresseavisen’, não fora denunciado antes porque a vítima, actualmente na casa dos 30, assim o quis e porque já prescreveu. A Igreja da Noruega comprometeu-se a pagar à vítima entre 400 mil e 500 mil coroas (entre 50 e 62 mil euros) por ano.