5 de abril de 2010

CONDENASTE E MATASTE...

Um vídeo publicado por um portal da internet questiona a versão oficial sobre como o Exército dos Estados Unidos matou 11 iraquianos, entre os quais um fotógrafo e um motorista que trabalhavam para a «Reuters» em 2007.
As imagens, divulgadas esta segunda-feira pelo site wikileaks.org , mostram, a partir da visão do piloto de um helicóptero Apache, os disparos contra um grupo de homens armados e outros desarmados nas ruas de um bairro da Nova Bagdad.
Entre eles, estavam o fotógrafo da «Reuters» Namir Noor-Eldeen e o motorista, Saeed Chmagh, que morreram em 12 de Julho de 2007 no ataque.
O vídeo, apresentado em Washington e intitulado «Assassinato Colateral», descreve também o resgate das vítimas, entre elas duas crianças feridas.
No dia seguinte ao ataque, o Exército americano explicava a morte dos funcionários da agência como parte de um confronto entre suas tropas e insurgentes. Mas no vídeo é possível ver um dos militares a pedir autorização para disparar e outro que responde que um dos homens está a disparar contra o helicóptero, o que não é visível nas imagens onde apenas se vê os homens a falar entre si.
Um porta-voz militar disse ao jornal «The New York Times» que «não há dúvida que as forças de coligação estavam claramente em operações de combate contra uma força hostil».
A agência «Reuters» exigiu sem sucesso uma investigação das circunstâncias e a obtenção do material audiovisual no âmbito da Lei de Liberdade de Imprensa.
Entretanto, a Reuters já garantiu a veracidade destas imagens: «o vídeo divulgado hoje através da Wikileaks é uma evidência gráfica dos perigos que implica o jornalismo e as tragédias que podem acontecer», diz a agência em comunicado.
1 Eia agora, vós ricos, chorai e pranteai, por causa das desgraças que vos sobrevirão.
2 As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão roídas pela traça.
3 O vosso ouro e a vossa prata estão enferrujados; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e devorará as vossas carnes como fogo. Entesourastes para os últimos dias.
4 Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos exércitos.
5 Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos corações no dia da matança.
6 Condenastes e matastes o justo; ele não vos resiste.

(Tiago 5)

ADVOGADOS BRITÂNICOS AVALIAM PROCESSAR PAPA

Um grupo de destacados advogados britânicos está a avaliar a possibilidade de processar o Papa Bento XVI por crimes sexuais cometidos por vários padres católicos. Esta hipótese é discutida numa altura em que o chefe da Igreja Católica tem marcada uma visita ao Reino Unido para Setembro. O jornalista Ilídio Trindade explica de que forma é que os advogados pretendem incriminar Bento XVI.

3 de abril de 2010

MILÍCIA CRISTÃ PLANEAVA MATAR BARACK OBAMA

A Polícia Federal norte-americana (FBI) prendeu ontem, terça-feira, oito membros de uma milícia radical cristã, acusados de conspiração para matar um polícia e travar uma guerra contra os EUA, no mesmo dia em que o neonazi que planeava matar o presidente dos EUA, Barack Obama, se declarou culpado.
As detenções dos milicianos ocorreram no âmbito de uma operação em três Estados - Ohio, Indiana e Michigan -, durante o fim-se-semana, quando preparavam um exercício de reconhecimento. Segundo o FBI, planeavam matar um polícia em Michigan e depois realizar novo ataque durante o funeral para atingir outras autoridades. "Os indícios revelam um plano pérfido por extremistas anti-governamentais para matar um oficial da lei para atrair agentes de todo país ao funeral, onde seriam atacados com explosivos", disse o procurador-geral Eric Holder. Um nono suspeito está ainda a ser procurado.
Os detidos integram um grupo conhecido como Hutaree. O site do grupo afirma que os seus membros estariam a preparar-se para se defenderem "da chegada do Anticristo", e exibe vídeos com treinos similares aos exercícios militares que descreve os acólitos como "guerreiros cristãos".
Anteontem, fontes judiciais informaram que Daniel Cowart, um neonazi de 21 anos que ameaçou, em 2008, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, se declarou culpado de planear a morte do actual presidente. Com ajuda do seu cúmplice, Paul Schlesselman, Cowart planeava ainda o massacre, a tiro, de 88 negros, e a decapitação de outros 14. Foram detidos dias antes das eleições de 4 de Novembro de 2008.
fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1532411

O AR QUE SE RESPIRA


Hong Kong atingiu neste dia um recorde de poluição bem visível na fotografia à esquerda, em comparação com um dia normal, à direita.
2010-03-22 13:42:18

SAI DELA, POVO MEU

“Senhor, perdoai os pecados da Igreja”, assim rezava o Cardeal D. José Policarpo. É sensta esta prece, estou convicto que provém de um coração sofredor com as notícias que ultimamente têm abalado um pouco por todo o lado a Igreja Católica.
Convém no entanto, refletir que estes "pecados" são cometidos pelos mais altos responsáveis da mesma. Não deve passar despercebido que há erros, que entram dentro da normalidade da relação humana. D. José Policarpo, tem toda a razão "perdoai os pecados da Igreja"! Trata-se da violência mais ignóbil que um adulto pode praticar, pedofilia, violar uma criança que olha para aquele homem como "o representante de Deus", é pecado contra o ser humano porque magoa no mais íntimo da alma a criança e é a forma mais desprezível de ofender a Pessoa de Deus.
Tem a Igreja alinhado pelas desculpas e indeminizações, comparações com o holocausto. Dou comigo a pensar que o que se passa alinha-se mais com a INQUISIÇÃO. Crinças, jovens, grávidas, mulheres e homens, velhos sem defesa eram "julgados" mantidos em masmoras e mortos. Mortes as mais abomináveis. A igreja têm-se tornado hábil no fazer sofrer! Será que o Apocalipse lhe dirige estas palavras?
1 Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra foi iluminada com a sua glória.
2 E ele clamou com voz forte, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável.
3 Porque todas as nações têm bebido do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.
4 Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos sete pecados, e para que não incorras nas suas pragas.
5 Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.
6 Tornai a dar-lhe como também ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber dai-lhe a ela em dobro.
7 Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, tanto lhe dai de tormento e de pranto; pois que ela diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e de modo algum verei o pranto.
Apoclipse 18

COMPARAÇÃO COM ANTISSIMITISMO CONSIDERADA INOPORTUNA

A polémica rebentou ao final do dia de ontem, quando começaram a chegar as primeiras reacções à comunicação do pregador do Vaticano frei Raniero Cantalamessa diante de Bento XVI: através de uma carta escrita por um amigo judeu, comparou os ataques à igreja e ao papa Bento XVI, na sequência de suspeitas e acusações de abusos sexuais praticados por padres, à perseguição vivida pelos judeus. Vaticano, associações de vítimas e comunidade judaica rejeitaram já a comparação com o antissemitismo, que consideram inadequada.
O porta-voz do Vaticano Federico Lombardi sublinhou que se trata das opiniões pessoais de Cantalamessa, pregador da casa pontifícia desde 1980, e que não representam uma declaração oficial. "Comparar os ataques a Bento XVI pelos escândalos de abusos sexuais de crianças por sacerdotes ao antissemitismo não é a linha mantida pela Santa Sé", disse hoje na rádio Vaticano. O porta-voz disse que o pregador da casa pontifícia apenas quis tornar pública a solidariedade para com o papa manifestada por um judeu dada "a experiência de dor sofrida por eles."
Ainda assim, o facto de o frei dominicano ser o único padre autorizado a pregar para o papa trouxe outra repercussão às declarações. O secretário-geral do Conselho central judaico alemão Stephan Kramer considerou as palavras de Cantalamessa " impertinência e um insulto face às vítimas dos abusos sexuais e às vítimas do Holocausto."
Para este responsável, o Vaticano está a "recorrer aos métodos habituais, que utiliza há décadas, para abafar e esconder as histórias que mancham" a Igreja Católica.
Também em Roma, o rabino-chefe Riccardo di Segni reagiu com rapidez: "Com um mínimo de ironia, vou dizer que hoje é Sexta-Feira Santa, quando se reza para que o Senhor ilumine os nossos corações para que reconheçamos Jesus. Nós também rezamos para que o Senhor ilumine o deles."
Dos Estados Unidos chegou já a reacção de um grupo de vítimas de abusos de padres. O porta-voz David Clohessy considerou a comparação insensível. "Homens que deliberadamente ocultam crimes sexuais contra crianças não são vítimas. E combinar o escrutínio público a uma terrível violência é muito errado."
Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/53758-pressao-igreja-comparacao-com-antissemitismo-e-inoportuna

OS DIRIGENTES CATÓLICOS DEFENDEM-SE SEM DEFESA

Da France Presse
A comparação dos ataques ao Papa pelos escândalos de pedofilia com o antissemitismo, como fez o pregador da Casa Papal Raniero Cantalamessa durante o sermão da liturgia da Sexta-Feira da Paixão, é de "mau gosto e inapropriada", afirmou o rabino de Roma Riccardo Di Segni.
"O paralelismo que se fez em São Pedro não tem razão de ser. São declarações completamente fora de propósito", declarou Di Segni em entrevista ao jornal La Stampa.
Na sexta-feira, durante a liturgia da Paixão de Cristo, o franciscano Cantalamessa, pregador da Casa Papal, leu uma carta de "solidariedade" ao Papa e à Igreja, que disse ter recebido de um "amigo judeu".
"Com desgosto estou acompanhando os violentos e concêntricos ataques contra a Igreja, o Papa", escreveu o autor da carta. "O uso dos estereótipos, a passagem da responsabilidade e culpa pessoal para a culpa coletiva me recordam os aspectos mais vergonhosos do antissemitismo", acrescentou.
O rabino Di Segni, o mesmo que desafiou em janeiro as dúvidas de boa parte da comunidade judaica mundial ao receber Bento XVI na sinagoga de Roma, considerou a comparação "especialmente inoportuna, já que nenhuma pessoa da comunidade judaica interveio até agora nos escândalos de pedofilia da Igreja".
"Estes abusos são um problema da Igreja Católica e não corresponde a nós intervir nem fazer comparações que não podem ser feitas", disse.
Na Alemanha, os judeus também manifestaram contrariedade. Para o secretário-geral do Conselho Central dos Judeus do país, a comparação é um "insulto".
"É uma impertinência e um insulto para as vítimas dos abusos sexuais, assim como para as vítimas da Shoah", declarou Stephan Kramer à AFP.
"O Vaticano recorre aos métodos habituais utilizados há décadas para sufocar e ocultar as histórias que afetam a Igreja Católica", completou.