25 de março de 2010

O VERDADEIRO H1N1 CHAMA-SE PEDOFILIA; VERGONHA!

O Papa Bento XVI, quando ainda era cardeal, em conjunto com altos responsáveis do Vaticano, decidiu não afastar um padre norte-americano que terá abusado de 200 alunos surdos.
Não tenho direito a julgar, não me cabe tal coisa, no entanto, como homem e como cristão, tenho o direito de apreciar "pelos seus frutos os conhecereis". Como pôde o presente líder da Igreja Católica, então Cardeal, ficar em silêncio? É do conhecimento comum, quando se sabe algo tão grave "ficar em silencio, é tornar-se participe"! Como não hão-de milhares de Católicos ficarem zangados com o seu líder espiritual?
É mau abusar de crianças, é infernal, abusar de crianças surdas!
Documentos da Igreja revelados no âmbito de um processo judicial, citados pelo jornal americano The New York Times, revelam que cardeais católicos, entre os quais o futuro Papa Bento XVI, deram prioridade a proteger a Igreja do escândalo de pedofilia e não a afastar o padre.
Vários bispos denunciaram que o padre americano Lawrence C. Murphy, que trabalhou numa conceituada escola para crianças surdas, entre 1950 e 1974, teria abusado sexualmente de 200 alunos desta instituição. Os documentos revelados agora mostram ainda que três arcebispos do Estado do Winscosin sabiam que Lawrence Murphy abusava de crianças mas que essa situação nunca foi comunicada às autoridades civis.
O vice da Congregação da Doutrina da Fé (CDF), o cardeal Tarcisio Bertone (actual secretário de Estado do Vaticano), deu instruções aos bispos americanos para darem início a um julgamento canónico que poderia levar à demissão do padre Murphy mas, depois de Ratzinger receber uma carta de Lawrence C. Murphy alegando estar arrependido e estar debilitado fisicamente, o caso foi esquecido. «Simplesmente, pretendo viver o tempo que me resta na dignidade do meu ofício», escreveu pouco antes de morrer.
Este caso seria apenas um dos milhares dos que foram denunciados ao longo de décadas pelos bispos à Congregação da Doutrina da Fé, dirigida por Ratzinger entre 1981 e 2005.
Que mais dizer? Eu tenho VERGONHA!

21 de março de 2010

A IGREJA (CATÓLICA ROMANA) SEMPRE ENSINOU QUE A PENA DE MORTE É LEGÍTIMA

A Igreja Católica é contra a pena de morte?
Resposta: A Igreja sempre ensinou que a pena de morte é legítima. Ela não poderia ir contra o que a Bíblia ensina de modo tão explícito.
Vários santos defenderam a pena capital, entre eles: São Jerônimo, o doutor máximo das Escrituras, Santo Agostinho, São Pio V, São Pio X e São Tomás, o maior doutor da Igreja.
Quem se opõe à pena de morte não é a Igreja, mas alguns padres e bispos. (CLICAR)
São Paulo ensinou que a pena de morte é legítima: "Paulo, porém, disse: Estou diante do Tribunal de César, é lá que devo ser julgado; nenhum mal fiz aos Judeus, como tu sabes muito bem. E, se lhes fiz algum mal ou coisa digna de morte, não recuso morrer..." (Atos XXV, 10-11).
São Paulo afirma que existem ações que são dignas de morte. É, portanto, favorável à pena capital. Diz ainda, em outra passagem: "Os quais, tendo conhecido a justiça de Deus, não compreenderam que os que fazem tais coisas são dignos de morte; e não somente quem as faz, mas também quem aprova aqueles que as fazem" (Rom I, 32).
Nota: Paulo está pronto a ser julgado pelas autoridades civis por testemunhar de Cristo (Actos 25:10,11)
Rom. 1:32, Paulo está a referir-se a justa sentença de Deus que define o que é bom e o que é mau e, relaciona a morte com o pecado e a vida com a rectidão. Este decreto (dikaioma "ordenança", "decreto") não só se revela no A.T., mas também na consciência de cada homem (Rom. 2.14-16).
"Digno de morte". Não se refere à negligência da justiça civil, antes às fatais consequencias do pecado (Rom. 6:23).
De facto ao consultar o site onde se encontra o material acima exposto e não só...concluímos que a Igreja da Inquisição está viva e pronta a recorrer aos antigos métodos. Óbviamente, que os milhares de casos de pedofilia vem retirar-lhes a autoridade moral de serem "juízes" para sentenciar os "herejes" à fogueira!

UMA CERTA RELAÇÃO: PEDOFILIA E INQUISIÇÃO, A IMPUNIDADE!

Finalmente, Bento XVI falou sobre os abusos sexuais de menores cometidos por padres. Numa carta pastoral dirigida aos católicos irlandeses, expressou perdão e vergonha e prometeu uma investigação rigorosa de todos casos.
O Papa dirigiu-se à Irlanda, mas ignorou os milhares de queixas idênticas na Áustria, Holanda, Suíça, Espanha, Brasil e Alemanha, onde, só desde Janeiro, surgiram mais de 300 denúncias de abusos em escolas católicas.
A indignação atingiu tal dimensão que até o Governo já se insurgiu contra o "muro de silêncio" do Vaticano e alguns movimentos de leigos reclamam o afastamento de Bento XVI, que tarda em assumir responsabilidades e pedir perdão às vítimas que não as irlandesas – perdão, apesar de tudo, inédito por parte do Papa, mas que, enquanto arcebispo de Munique e Freising, autorizou a transferência de um padre abusador.
A história da Igreja Católica é pródiga em polémicas, crises e escândalos. Muitos crimes hediondos se acobertaram sob o manto denso de uma moralidade de duplo padrão, num passado não tão longínquo. Os casos agora divulgados constituem, assim, exemplos do cariz paradoxal de uma instituição que se mostra tão lesta a castigar os desvios ao padrão moral que advoga publicamente como a encobrir, demasiadas vezes, as transgressões secreDtimas que não as irlandesas – perdão, apesar de tudo, inédito por parte do Papa, mas que, enquanto arcebispo de Munique e Freising, autorizou a transferência de um padre abusador.
A história da Igreja Católica é pródiga em polémicas, crises e escândalos. Muitos crimes hediondos se acobertaram sob o manto denso de uma moralidade de duplo padrão, num passado não tão longínquo. Os casos agora divulgados constituem, assim, exemplos do cariz paradoxal de uma instituição que se mostra tão lesta a castigar os desvios ao padrão moral que advoga publicamente como a encobrir, demasiadas vezes, as transgressões secretas dos seus.
Se impressiona saber que elementos eclesiásticos molestam crianças, a política de ocultação seguida pelo Vaticano, para muitos, é igualmente chocante e censurável. Porque significa dissimular e proteger quem atenta contra aqueles que devia proteger.
Se é certo que a imagem da Igreja Católica está conjunturalmente beliscada, querer associar o escândalo da pedofilia a uma profunda crise, quer em temos organizacionais quer em termos de crédito dos seguidores, parece prematuro.
Escrutínio global obriga Igreja a confessar abusos
A Igreja Católica sobreviveu a dois milénios de muitos escândalos e controvérsias, mas nunca, como agora, esteve sob um escrutínio tão global e mediatizado como agora. Foi obrigada a admitir que, entre 2001 e 2010, a justiça do Vaticano tratou de três mil acusações de abusos sexuais contra padres, e tornou-se pública a cultura de encobrimento destas situações prosseguida durante décadas.
Se é certo que se assiste a uma crise de credibilidade da Igreja, é muito cedo para vaticinar rupturas ou mudanças de fundo, considera Helena Vilaça, professora de Sociologia das Religiões na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. "Da mesma forma que, mesmo com todas as mudanças sociais que têm ocorrido, não se pode falar do fim da família – a instituição mais antiga do Mundo –, mas de uma reconfiguração; em relação à Igreja Católica, o fenómeno é semelhante", defende a especialista em Religiões.
Por outro lado, não é possível estabelecer uma relação entre a grandeza de escândalos e a diminuição do número de fiéis. Veja-se o que aconteceu nos EUA: entre 1992 e 2008, mais de dez mil pessoas denunciaram abusos sexuais por padres, o que levou ao pagamento de indemnizações bilionárias. Ainda assim, a queda do número de católicos explica-se mais pela forte concorrência do mercado religioso americano do que pelo impacto dos escândalos, na opinião de Helena Vilaça.
Para Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade Coimbra, é "intolerável" que a gestão do Vaticano desta crise tenha remetido para segundo plano as vítimas, tanto mais que são crianças que devia proteger e cuidar.
Igreja esqueceu-se das vítimas
"Na Igreja, segue-se muito esta política do silêncio. Parece que o mais importante, por vezes, é que se não saiba. Pretende-se salvaguardar a todo o custo o bom nome da instituição. É mesmo possível que nalguns casos, com boa intenção, se tivesse querido ajudar os abusadores. Mas esqueceu-se o que é decisivo: as vítimas", sublinha o teólogo.
A Igreja, diz, "esqueceu a palavra de Jesus": "Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar" (Mateus 18, 6).
"A Igreja, que se apresentou no domínio sexual sempre tão moralista, tem agora de penitenciar-se e repensar muita coisa", como a admissão dos candidatos a padres, defende Anselmo Borges, para quem é inevitável que, mais cedo ou mais tarde, a Igreja Católica aceite "ordenar homens e mulheres casados". Mais uma vez, cita Cristo para opinar que "a Igreja não pode impor como lei aquilo que Jesus entregou à liberdade", alertando que, "enquanto se mantiver a lei do celibato, a Igreja estará sob o fogo da suspeita".
Inquisição e pedofilia: as nódoas
A pedofilia, a par da Inquisição, são as grandes nódoas da Igreja Católica, na opinião de Joaquim Carreira das Neves, padre e catedrático jubilado de Teologia Bíblica. Assumindo que "a imagem da Igreja fica muito prejudicada" e que há uma "perda de prestígio" associada a escândalos desta natureza, considera, porém, que está a dar "uma grande lição à sociedade" ao resolver os mais polémicos dossiês, ao contrário do que acontece, por exemplo, em Portugal, com o processo Casa Pia.
O teólogo questiona as motivações de "tão grande investida contra a Igreja", sabendo-se que "80% dos casos de abuso acontecem no seio da família", e também da justiça de incriminar actos que "há 30, 40 anos não eram crime". Dando como exemplo a escravatura que durante séculos foi legal, Joaquim Carreira das Neves afirma: "A pedofilia não era crime. Não sei se é justo incriminar quem a praticou, porque infelizmente não era crime". Anselmo Borges assume uma posição distinta – compete à Igreja vedar o ministério sacerdotal e colaborar com a Justiça do Estado para a punição de tais crimes.
Em Portugal, a Conferência Episcopal vai discutir eventuais casos de abusos sexuais por membros do Clero na próxima assembleia plenária, marcada para Abril. O anúncio dos bispos portugueses surgiu no mesmo dia em que o jornal "i" noticiou que, entre 2003 e 2007, dez padres foram indiciados por agressões sexuais a menores.
Ao JN, Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, disse que "além da óbvia condenação, não há muito mais a dizer" sobre o assunto. Defendeu, porém, que o Vaticano tem "gerido bem" a questão e que "a imagem da Igreja Católica não sai afectada".
Recorde-se que um dos primeiros casos de abusos sexuais a menores julgados em Portugal envolveu um padre – Frederico Cunha, em 1993, na Madeira – que, mesmo depois de ser condenado por homicídio e práticas pedófilas e ter fugido da prisão, continuou a ser defendido pela hierarquia da Igreja Católica.

Cosmic Conflict: The Origin of Evil from Sandro Pinto on Vimeo.

19 de março de 2010

AFINAL A COISA ESTÁ MESMO FEIA!

“Verbo Domini coeli firmati sunt”(Sl XXXII, 6)
Pela palavra de Deus, os céus foram firmados.
A Palavra de Deus é o Verbo, o Filho de Deus. A Palavra de Deus é a Verdade, pois que o Filho de Deus encarnado declarou ser a Verdade: “Ego sunt via, et veritas, et vita”( Jo., XIV,6).
Portanto, é pela verdade que os céus foram firmados.
E se até os céus foram firmados pela verdade, nada há que a Verdade não fortaleça.
Exactamente, a crise que a Igreja e o mundo hoje atravessam foi causada pelo fato de que o Vaticano II não buscou a verdade. Antes, pelo contrário, com a escusa da pastoralidade, os Bispos, no Vaticano II, procuraram agradar ao Mundo, usando um palavreado ambíguo, fruto da Fenomenologia e da Hermenêutica Moderna.
Nem proclamaram a verdade, nem condenaram os erros.
O mundo logo seguiu o exemplo do Vaticano II e proclamou, na revolução de 1968, o novo dogma infernal: “É proibido proibir".
Tudo é permitido.
O relativismo triunfou.
Resultado: o mundo caiu no maior abismo a que se chegou na História, e até os “céus” foram abalados, porque se omitiu a verdade que os firmava.
Desde o Vaticano II, pela desgraça do ecumenismo, o indiferentismo religioso, o relativismo e o subjectivismo lançaram o mundo no abismo da incerteza, e abalaram os meios eclesiásticos, os “céus”.
O Vaticano II adoptou a Fenomenologia como linguagem filosófica para se comunicar com o mundo in gaudio et spes. E daí vieram “tristitiae et angustiae”. Tristezas e angústias.
Graças a Deus, agora, Bento XVI faz a barca de Pedro voltar a amarrar-se nas colunas da Verdade e da Caridade. Na Hóstia consagrada e em Maria Santíssima.
Em sua recente encíclica, Caritas in veritate, o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante – e gloriosamente não é fórmula de praxe, mas luminosa realidade – estabeleceu como fundamento de tudo a verdade objectiva, condenando o opinionismo, o subjectivismo e o relativismo.
Eis suas palavras:
“A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjectivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e substância das coisas. A verdade abre e une as inteligências no lógos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade” (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 4).
E ainda:
“No actual contexto social e cultural, em que aparece generalizada a tendência de relativizar a verdade, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral” (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 4).
Para a doutrina católica do conhecimento e da verdade, tal como foi expressa por São Tomás, “a verdade é a adequação entre o entendimento e as coisas”.
Eis a citação de São Tomás:
“Diz Rabi Ysaac no livro De Definitionibus (citado por Avicena in Metaphisica. Tomo I , cap. IX) que a verdade é a adequação entre o entendimento e as coisas” (São Tomás de Aquino, Suma Teológica, I, Q. XVI, a. 2).
A verdade é alcançada pelo conhecimento humano por via abstracta e não intuitiva. Através dos nossos sentidos, captamos as imagens sensíveis das coisas, e, por abstracção, formamos uma ideia do que elas são. Abstraímos das coisas a sua forma substancial. Na correspondência da ideia do sujeito conhecedor com o objecto conhecido, nisso está a verdade.

CONCEITO CATÓLICA DA VERDADE

Idéia do;----------------- sujeito;----------------- e o objecto conhecido conhecedor;----------------- nosso intelecto, mal comparando, a “fotografa” da realidade. A “fotografia” assim obtida é o conceito formado no nosso intelecto. Todos os homens, normalmente, alcançam a mesma ideia de cada coisa conhecida. E é o que nos permite conversar e viver em sociedade. Todos temos a mesma verdade retirada da realidade. Se isso não fosse assim, ser-nos-ia impossível conviver. Seria impossível, para dar um exemplo, jogar xadrez, pois que cada um teria uma visão diferente das peças do xadrez e do próprio jogo. A verdade é, portanto, uma. Como escrevo para leitores da internet, se me permita dar um esclarecimento primário. A ideia de um mesmo objecto é a mesma para todos os que o conhecem. A palavra que expressa essa ideia única pode ser diferente em cada língua. Em italiano, a palavra “burro” significa manteiga. Mas, apesar disso, o conceito de manteiga, quer em português, quer em italiano, é o mesmo. A verdade é una. Além disso, a verdade é universal. Isto significa que ela é a mesma em todos os tempos e em todos os lugares. 1+1 = 2. Isso há muito tempo. Isto é, sempre foi assim e sempre será assim. O teorema de Pitágoras continua, e continuará sempre, exprimindo a mesma verdade: o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. Hoje, se costuma dizer que certas ideias são antiquadas, ou que outras são modernas. O que é um relincho bem moderno. Uma ideia não se classifica primeiramente como antiga ou nova, mas como certa ou errada. 1+1=2, em toda parte. Portanto, se a verdade é universal, sempre a mesma, e em toda parte, a verdade é imutável. Finalmente, deve-se lembrar que a verdade é objectiva, e não subjectiva. Não é a imagem da máquina fotográfica que produz o objecto fotografado. É o objecto fotografado que produz a imagem fotográfica. Do mesmo modo, não é a ideia que o sujeito conhecedor tem do objeto que produz esse objecto. É o objecto real que produz a idéia concebida no intelecto. A verdade provém do objecto. A verdade é objectiva. Concluindo, a verdade é: una, universal, imutável e objectiva. O mal do mundo actual provém da negação da existência da verdade objectiva. O que leva a pensar que a verdade é pessoal, múltipla, particular, mutável ou evolutiva, e subjectiva. Ora, o lugar onde cada um se julga possuidor de uma verdade pessoal única se chama manicómio. O mundo moderno é o grande manicómio da história. E o mais trágico é que esse mundo moderno exige que haja diálogo. Um diálogo em que cada palavra é entendida de modo subjectivo, por cada um. A Modernidade introduziu o diálogo dos loucos. Para os quais não há dicionário Como querer então que haja entendimento entre os homens? Houve um caso histórico anterior ao da Modernidade, no qual cada um tinha um vocabulário ininteligível para todos os demais . Foi o da Torre de Babel. Revivemos hoje a Torre de Babel. O Manicómio das filosofias. Com a sanção do Vaticano II, através da visão hermenêutica moderna, totalmente subjectivista. Dessa relativização da verdade nasceu a relativização de todos os valores. Se não há verdade objectiva, não há nem bem e nem beleza. Tudo seria mera opinião. Ninguém teria certeza de nada. Cada um acha o que quer. Então, para que estudar? Para que a escola? Para que a Igreja? Vivemos no reino do “achismo”. Num babel manicómio “achista”. Esse mal vem de longe. Vem de Descartes. Vem de Kant. Vem dos filósofos românticos que inventaram o Idealismo alemão. Para o Idealismo, é a ideia que põe o ser. A única realidade seria o eu pensante que criaria o real. O que cada um pensa seria a verdade para ele. Cada um teria a sua verdade. Portanto, não existiria a verdade objectiva. A verdade dependeria de cada sujeito. Ela seria subjectiva, pessoal. A guilhotina da Revolução Francesa, os canhões de Napoleão, os filósofos abstrusos alemães, ajudados pelo romantismo, fizeram triunfar o subjectivismo por toda parte. Esse mal destruidor da inteligência cognoscitiva, negador da verdade objectiva, foi sancionado pelo Vaticano II, com a adopção da Fenomenologia de Husserl, e da Hermenêutica moderna, decorrente dela, como meios aptos para exprimir a doutrina católica. Na verdade , para exprimir o Modernismo; Acontece que a Fenomenologia nega que se possa conhecer o ser e a hermenêutica moderna defende o livre exame da realidade. Ela afirma que tudo pode ser interpretado livremente, negando toda objectividade e toda possibilidade de conhecimento certo das coisas e dos textos. Com efeito, “a moderna Hermenêutica parte do pressuposto de que o ser não é cognoscível objectivamente, nem definível, é somente interpretável” (Mário Bruno Sproviero, in Verdade e Conhecimento – São Tomás de Aquino, Martins Fontes, São paulo, 1999, Tradução, estudos introdutórios e notas de Luiz Jean Lauand e Mário Bruno Sproviero, p. 97). A Fenomenologia e sua Hermenêutica permitiram ao Vaticano II afirmar que cada religião é a verdadeira para os seus seguidores. Não haveria uma religião verdadeira. Todas seriam verdadeiras. Ainda que contraditórias. Acreditando subjectivamente em sua religião pessoal, todos poderiam se salvar em qualquer religião que fosse. Daí nasceu o ecumenismo. Todas religiões sendo verdadeiras, tanto faz seguir uma ou outra. Daí, o indiferentismo e o sincretismo actual, esses dois filhos loucos do ecumenismo. Por isso, é de se comemorar jubilosamente que o Papa Bento XVI, 44 anos após o fim do Vaticano II, tenha tornado a defender que a verdade é objectiva e não relativa. E como para mau entendedor não basta meia palavra, cremos que para esse tipo de leitor do site Montfort – e é certo que muitos teólogos e bispos modernistas assiduamente nos lêem – é preciso e conveniente repetir-lhes a citação do texto de Bento XVI: “A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjectivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e substância das coisas. A verdade abre e une as inteligências no lógos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade” (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 4). Bem entendido, senhores leitores de má vontade? Somente a verdade objectiva é que pode livrar o mundo moderno da loucura do opinionismo subjectivista e do relativismo. Há mais de quarenta anos essa verdade tinha deixado de ser pregada. Bendito seja o Papa Bento XVI que voltou a afirmá-la. Benedictus qui venit in nomine Domini. Este Papa colocou de novo, como fundamento de tudo, a Verdade. E a Verdade envolve, sobrenaturalmente, a Fé, e naturalmente a Metafísica. Fé e Metafísica são as bases de tudo. Até da política. A ONU — “Cette chose là de New York” – como dizia De Gaulle, até essa calamidade produtora de calamidades, até a crise da ONU comprova que nada subsiste sem a Fé e sem a Metafísica. Por isso, é pena que, quando um Papa clama de novo que existe a Verdade e torna a colocá-la como fundamento de tudo, até da Caridade, é pena que até entre os bons haja quem focalize como mais importante uma mera apreciação política, como ele fez, falando da necessidade de reformar a ONU. Da ONU, que a Verdade e a Justiça exigem que seja destruída. É um erro de perspectiva focalizar como fundamental uma mera opinião política de Bento XVI, quando se deveria exaltar a colocação da Verdade objectiva, Teológica e Metafísica, como fundamento de tudo. Fazer isso seria colocar a importância da critica da política acima da visão crítica dos erros teológicos e metafísicos. Nas palavras de Bento XVI na Spe salvi, isso acontece porque, “Tendo-se diluída a verdade do além, tratar-se-ia agora de estabelecer a verdade de aquém. A crítica do céu transforma-se na crítica da terra, a crítica da teologia na crítica da política(Bento XVI, Spe salvi,n0 20). Exaltemos a Verdade que firma até mesmo os céus. Pois a Verdade destruirá a ONU, essa quimera gerada em antros secretos pelos assim chamados... “homens de boa vontade”. São Paulo, 22 de Julho de 2009. Orlando Fedeli Este artigo revela muita coisa feia; 1) Eles não se entendem. 2) A Verdade não está relacionada com a Palavra de Deus. 3) Uma no cravo outra na ferradura, umas vezes estão contra o Papa outras a favor. 4) Há dentro da Igreja Católica o fermento da Inquisição. CONCEITO BÍBLICO DA VERDADE: "Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." S. João 14:6
Nota: A palavra verdade em grego (aletheia), tem dois significados. Um +e a verdade objectiva (factos reais, veracidade, princípi); o outro é a verdade subjectiva (verdade como uma excelência pessoal - candura de espírito, que está isenta de afectação, pretensão, dissimulação, falsidade e logro). A verdade,então, é aquilo que sabemos, os "factos no terreno" objectivos sobre a mesa, por assim dizer. Há, porém, também, o elemnto subjectivo na verdade, o que envolve a forma como individualmente reagimos ao que aprendemos. Quando ambos são uma realidade na nossa vida, manifestaremos a verdade como uma faceta do fruto do Espírito.
Esta é a razão por que ambos os elementos são fundamentais para a caminhada cristã. Precisamos de saber a verdade objectiva, tl como se encontra em Jesus, e, depois, precisamos da experiência subjectiva pessoal, que é ter a vida transformada por essa verdade.
Então, a Igreja Católica Romana, transmitiu uma distorsão de Jesus, e as pessoas vivem sem a Verdade objectiva, isto é muito grave! Será que a Igreja Católica Romana é Cristã?

17 de março de 2010

O PAPA E O PRESIDENTE LULA UNIDOS PELA NOVA ORDEM MUNDIAL

CRISTO A ÚNICA SOLUÇÃO: NÃO É UM SLOGAN É A VERDADE.


O papa Bento XVI, «profundamente preocupado» pelos abusos sexuais cometidos por padres encobertos pela hierarquia da Igreja na Irlanda, anunciou hoje que assinará na sexta feira a carta aos fiéis do país.
«Nestes últimos meses, a Igreja na Irlanda foi severamente abalada pela crise dos abusos sexuais contra crianças», declarou Bento XVI, dirigindo-se aos peregrinos irlandeses hoje, dia de São Patrício, patrono do país, durante a audiência semanal no Vaticano.
«Em sinal da minha profunda preocupação, escrevi uma carta pastoral que trata desta situação dolorosa. Vou assiná-la no dia de São José, o guardião da Santa Família e patrono da Igreja universal, e será enviada em seguida», acrescentou.
«Peço a todos que a leiam, de coração aberto e no espírito da fé», disse o papa, esperando que esta carta «ajude no processo de arrependimento, de cura e de recomeço».
Esta carta pastoral foi anunciada em dezembro, após um encontro no Vaticano do papa com o primaz da Igreja irlandesa, o cardeal Sean Brady.
O encontro foi organizado após a publicação do relatório, no final de novembro, que revelou como a hierarquia irlandesa encobriu os abusos sexuais cometidos por padres da região de Dublin sobrecentenas de crianças durante várias décadas.